Trabalhadores do Google anunciaram nesta segunda-feira (4) a formação de um sindicato aberto a todos os funcionários da Alphabet, empresa-mãe da gigante das buscas. Batizada de Sindicato dos Trabalhadores da Alphabet, a iniciativa foi lançada com a ajuda do Communications Workers of America, maior sindicato de comunicações e mídia dos Estados Unidos, com cerca de 700 mil membros nos setores público e privado.

A iniciativa de sindicalização vem após algumas demissões de funcionários de alto nível na Alphabet. Entre as mais recentes estão a Dra. Timnit Gebru, pesquisadora de inteligência artificial que criticou os programas de diversidade da companhia. Mais de 1.500 funcionários do Google assinaram uma petição protestando contra a rescisão de Gebru.

De acordo com um comunicado enviado à imprensa, o novo sindicato será aberto tanto para funcionários em tempo integral da Alphabet quanto para contratos terceirizados, embora não esteja claro como isso vai funcionar. Contratados em setores específicos, como o jornalismo, por exemplo, normalmente não têm permissão para ingressar em sindicatos de um determinado setor, uma vez que não são funcionários integrais e são descritos como autônomos.

Também há muitas perguntas sobre como o novo sindicato será organizado. E não está claro se o Google reconhecerá a iniciativa formalmente — algo que pode levar anos para acontecer.

“Desde a luta contra a política de ‘nomes reais‘, a se opor ao Projeto Maven, a protestar contra os pagamentos notórios e multimilionários que foram dados a executivos que cometeram assédio sexual, vimos de perto que a Alphabet responde quando agimos coletivamente. Nosso novo sindicato fornece uma estrutura sustentável para garantir que nossos valores compartilhados como funcionários da Alphabet sejam respeitados”, disse o organizador sindical Nicki Anselmo.

Em resposta ao Gizmodo, Kara Silverstein, diretora de operações de pessoas no Google, divulgou o seguinte comunicado:

“Sempre trabalhamos muito para criar um ambiente de trabalho que dê suporte e recompensa para nossa força de trabalho. É claro que nossos funcionários são favoráveis aos direitos trabalhistas que apoiamos. Mas, como sempre fizemos, continuaremos nos envolvendo diretamente com todos os nossos empregados.”