Seu novo papel de parede do celular chegou, cortesia do satélite meteorológico mais poderoso do mundo, o GOES-16 (antes chamado de GOES-R). Lançado em novembro de 2016, o satélite da NOAA consegue tirar fotos em alta definição da Terra a cada 15 minutos e uma foto de todo o território dos Estados Unidos a cada cinco minutos, segundo um comunicado. Ele combina velocidade e resolução e irá ajudar cientistas a fazer previsões mais precisas, permitindo detectar imprevistos com antecedência.

• O que o satélite meteorológico mais poderoso do mundo é capaz de fazer

Porém, a parte mais legal obviamente são as belíssimas imagens que iremos ver a partir de agora. Hoje, a NOAA liberou as primeiras fotos vindas do GOES-16, e nem preciso dizer que elas são espetaculares.

meteorologia-goes-16-terra-2

Esse painel de 16 imagens das frequências visíveis e infravermelhas do Hemisfério Norte parecem pop art. Andy Warhol ficaria com inveja.

meteorologia-goes-16-terra-3

Atualmente, o GOES-16 está em órbita estacionária a quase 36 mil quilômetros acima da Terra. Em maio deste ano, a NOAA irá revelar a localização planejada para o satélite – depois disso, irá lançar o GOES-S, o segundo satélite de uma série de quatro equipamentos que serão enviados para observar nosso planeta e expandir as capacidades da agência meteorológica dos EUA, até a década de 2030. A data exata do lançamento do GOES-S ainda será confirmada.

Por enquanto, os cientistas do NOAA estão comemorando o primeiro passo da era em alta definição da meteorologia.

“Um dos cientistas do GOES-16 comparou as imagens com a sensação de ver as primeiras fotos de um bebê recém nascido – isso é animador pra gente”, disse Stephen Volz, diretor dos Serviços de Informações e Satélites da NOAA, em um comunicado.

“Essas imagens vêm da mais sofisticada tecnologia já enviada para o espaço para prever as condições climáticas severas da Terra”, continuou. “As imagens extremamente ricas nos provê a primeira amostra do impacto que o GOES-16 terá no desenvolvimento de previsão de tempo que pode salvar vidas”.

Imagens: NOAA/NASA.