*Com colaboração de Guilherme Eler

O Google anunciou seu novo Google Pixel em um evento online nesta terça-feira (19). Como esperado (e adiantado por uma série de vazamentos), o smartphone estreia em duas versões: Pixel 6 e Pixel 6 Pro, com Android 12 de fábrica e processador próprio — o Tensor, primeiro chip mobile fabricado pela Google. A empresa diz que o novo processador é 80% mais rápido que o do modelo antigo, o Pixel 5.

Tela

A tela Full HD+ do Pixel 6 é tem 6.4 polegadas e taxa de atualização de 90 Hz. Já o Pixel Pro, com tela Quad HD+, mede 6.7 polegadas. Segundo a Google, a taxa de atualização da tela do modelo é dinâmica, podendo variar entre 10 Hz e 120 Hz. Ela garante o melhor desempenho durante tarefas mais exigentes (como um scroll e uma página de internet muito longa) e diminui o consumo de energia quando o display não está sendo muito exigido.

Os modelos contam também com a tecnologia Gorilla Glass Victus, o que garante resistência a água e poeira e os torna duas vezes menos propensos aos temidos “riscos” na tela.

Câmeras

O destaque, porém, fica por conta do trio de câmeras. São três lentes traseiras: uma câmera angular, de 50 MP, uma ultra wide, de 12 MP e uma telefoto, com 48 MP — que garante um zoom de até 20x. A câmera frontal, também ultra wide, permite gravar vídeos em 4k a 60 fps. Elas contam com tecnologia que melhora a qualidade das imagens em situações com baixa exposição à luz. O sensor principal captura até 150% mais luz do que o do Pixel 5.

Além das câmeras potentes, a criação de alguns recursos de inteligência artificial promete melhorar a experiência de filmar com o celular — e também a pós-produção.

O principal (e mais aguardado) deles é a “Borracha Mágica” (Magic Eraser), que serve para remover elementos indesejados (como objetos e pessoas ao fundo) de fotos. É como faz o Photoshop, com a diferença de que você não precisa instalar um app extra para isso.

Já o “Face Unblur” mescla fotos de mais de uma câmera para formar uma imagem para apagar eventuais borrões no rosto. O “Motion Mode” é dedicado àqueles que gostam de fazer fotos em movimento, aumentando o realismo dos registros.

Outra ferramenta interessante é a “Real Tone”, que usa inteligência artificial para entender o tom de pele da pessoa que está sendo fotografada. É uma tentativa do Google de tornar a câmera do Pixel 6 mais inclusiva, ressaltando os tons de pele reais das pessoas.

Interface

O novo design do Android 12, chamado pela empresa de “Material You”, ajusta automaticamente a interface (ícones, barras de menu e molduras) do smartphone às cores do seu papel de parede. Além disso, os widgets (apps da “área de trabalho”, como previsão do tempo, notícias e etc) ficaram mais interativos.

Segurança

A Google também anunciou recursos para melhorar a privacidade de usuários. Segundo a companhia, será possível ver quais dados do dispositivo estão sendo acessados — e com qual frequência, além de por quais aplicativos. A função “localização aproximada” vai limitar o acesso que apps tem à localização do usuários, fazendo com que não saibam o ponto exato em que a pessoa está. O Google garante, também, 5 anos de atualizações de segurança para novos donos do Pixel 6 e Pixel 6 Pro.

Preços

O Pixel 6 e Pixel 6 Pro já estão em pré-venda, e estarão disponíveis em lojas dos Estados Unidos a partir de 28 de outubro. A versão de entrada custa US$ 599 e o irmão maior, o Pixel 6 Pro, US$ 899.

Como quem lê o Gizmodo já viu por aqui, apenas oito países deverão contar com o modelo de início. A lista inclui, além dos EUA, Austrália, Canadá, França, Reino Unido, Alemanha, Japão e Taiwan. Não há previsão de quando o Pixel 6 será vendido no Brasil.