O Google fechou um acordo com a estatal de telecomunicações cubana ETECSA para instalar servidores no país. A ideia é criar uma espécie de cache local para fazer os serviços da empresa ficarem mais rápidos na ilha.

Com a presença de servidores locais, o Google espera que o acesso ao YouTube e ao Gmail fiquem até 10 vezes mais rápido para os usuários cubanos.

Conheça a Snet, a internet ilegal de Cuba
Cuba censura mensagens de texto com termos “democracia” e “direitos humanos”

Atualmente, para alguém em Cuba tentar acessar os serviços do Google, o tráfego deve passar por servidores na Venezuela, o que costuma fazer com que a conexão seja lenta — até porque, Cuba não tem muitas conexões à internet com outros países. A título de curiosidade, segundo a operadora local, é oferecido velocidades que variam entre 64 Kbps e 155 Mbps (esta última, majoritariamente, para clientes empresariais).

Eric Schmidt, presidente da Alphabet, e Mayra Arevich Marin, presidente da ETECSA, assinam acordo em Havana (Ramon Espinosa/AP)

Por causa do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos, a ilha não tem nenhuma conexão com seu vizinho norte-americano, apenas com a Venezuela via fibra óptica.

O acordo ajuda a remover um dos grandes obstáculos da internet em Cuba, que conta com uma banda limitada e muito cara. Aliás, é ilegal que cubanos tenham conexão em casa e o governo cobra o equivalente a um mês de salário pelo acesso a 10 horas de Wi-Fi — e a conexão nem é rápida o suficiente para baixar ou ver vídeos em streaming.

O Google diz atuar na ilha desde 2014, quando lançou o Google Chrome, o Google Play e o Google Analytics. “Todos estes projetos se relacionam com os valores mais essenciais do Google: fazer com que toda a informação do mundo seja acessível e útil para todos, sem importar os custos, a conectividade ou as barreiras de idioma”, informou a empresa em um comunicado.

[AP]