O corretor ortográfico sempre foi um recurso útil para ajudar os usuários que sofrem com os erros de digitação nas mensagens que enviam por smartphones. Pequenas teclas, em pequenos dispositivos, podem não ser confortáveis para teclar palavras e um errinho sempre escapa. 

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Pensando em melhorar a experiência com o Gboard, o Google treinou um modelo de aprendizado para detectar e corrigir erros gramaticais em frases. A ideia é explorar ao máximo a capacidade neural do seu novo processador Tensor, que está presente, por enquanto, apenas no Google Pixel 6 — que não será lançado no Brasil.

A concepção do corretor gramatical do Gboard é muito interessante. Mas ainda não se sabe se o recurso ficará disponível em smartphones que utilizam processadores de outros fabricantes, já que o modelo é gerenciado pela CPU do aparelho móvel.

O corretor foi treinado com um banco de dados que recebe uma frase de entrada e produz uma versão gramaticalmente correta. Caso o texto esteja certo, a saída será idêntica à da entrada, já que nenhuma correção é necessária. Se o programa identificar algum tipo de erro, ele rapidamente destaca o trecho da frase.

O recurso foi desenvolvido pensando em dispositivos móveis que possuem várias limitações de hardware, se comparados a computadores, por isso em seu processo de construção existiu uma preocupação para que o software pudesse funcionar adequadamente nos dispositivos móveis.

O Google afirma que a razão do bom funcionamento é por ser executado localmente. Quando o usuário digita mais que três palavras, o Gboard ativa o funcionamento do modelo de correção gramatical que ocupa pouco espaço do armazenamento do telefone, cerca de 22MB, e é gerenciado diretamente pelo processador do dispositivo.

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