O Google Pixel pode ser facilmente confundido com vários outros celulares Android lançados esse ano, se você olhar só para as especificações. É um celular de 5 polegadas (ou 5,5″ por US$ 100 a mais) com um processador Snapdragon 821, tela com resolução de 1440 x 2560 pixels, até 128 GB de armazenamento e um sensor de impressão digital.

O hardware do Pixel e Pixel XL foi desenvolvido pelo próprio Google e conta com alguns elementos do top de linha mais recente da HTC. O que separa os dois novos smartphones dos outros aparelhos é o software, que está cheio de coisas legais – e é um dos mais espertos disponíveis hoje.

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 google-pixel-hands-on-2Pixel e Pixel XL possuem conector USB-C.

O Google Assistant, inteligência artificial da companhia que responde as suas perguntas num chat, impressiona. Se você procurar por um shopping, o assistente irá listar instantaneamente os que estão próximos e até classificar aqueles que você já pesquisou ou que já tenha frequentado antes. Diga “Ok Google” e pergunte por “aquele grande monumento perto de Houston”, e ele vai saber que você está falando da enorme estátua de Sam Houston.

O Google Assistant não te incomoda com uma série de perguntas como a Siri costuma fazer, e a habilidade do software em entender o contexto daquilo que é falado é ao mesmo tempo uma pequena melhoria, mas também uma grande mudança de cenário. Se você usa regularmente a Siri ou o Google Now (precursor do Google Assistant), irá gostar bastante da novidade. E mesmo que você não passe o dia todo fazendo perguntas pro seu celular, o Google Assistant é bem legal.

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É interessante como o Google está integrando a ferramenta no sistema. Ela é semelhante ao Google Now, porém muito mais útil. A ideia do Google colocar inteligência artificial como ponto central do sistema nos conta muito sobre como a empresa imagina o futuro dos celulares e serviços. É tudo sobre a inteligência artificial – algo que ouvi várias vezes durante as apresentações.

O ponto alto do evento não foi o celular, o dispositivo de realidade virtual ou o Google Home. Foi a tecnologia que fica nos bastidores, que faz todos esses dispositivos funcionarem. Com o Pixel, o Google está tentando fazer a ciência da computação ser legal. Eles querem nos fazer acreditar que um dia teremos o Assistant em todos os lugares – e pelo menos de primeira, o Pixel faz isso parecer algo que eu realmente queira.

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Além do Assistant, a câmera do Pixel também foi muito bem projetada. Ela tirou fotos ricas em detalhes e com cores vibrantes, mesmo sob as péssimas condições de iluminação do espaço que estávamos para testar os celulares. De fato, ela pareceu lidar melhor com a luz do que a câmera de US$ 1.500 que eu levei pro evento.

O aplicativo da câmera é bem simples como o do iPhone, mas a simplicidade é ótima quando você vê boas fotos depois de um clique. Não consegui brincar com câmera tanto quanto eu gostaria, mas ela é definitivamente rápida e as imagens são ótimas.

 google-pixel-hands-on-4 O software da câmera consertou instantaneamente o equilíbrio de branco numa sala com uma iluminação péssima.

Se ela for realmente tão boa quanto o Google promete, talvez seja o suficiente para converter alguns amantes do iPhone, que costumam escolher o smartphone da Apple pela facilidade e qualidade da câmera e do sistema operacional. Parece que o Google fez uma câmera que simplesmente funciona.

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O recurso que não curti muito até agora foi o sensor de impressão digital, que também funciona como uma “rodinha de mouse”. Ainda parece mal-acabado. Nos celulares que testei, consegui descer a barra de notificações, mas ao rolar pra cima a gaveta de apps não abriu, como deveria acontecer. E não consegui rolar pelos menus de aplicativos ou pelas páginas web.

É uma impressão rápida depois de pouquíssimo tempo com o aparelho. O hardware pode ter chamado a atenção, mas o software é a estrela.