A Grã-Bretanha não só está adquirindo uma porrada de caças F-35B STOVL, como também construirá dois novos porta-aviões de 60 mil toneladas com tecnologia de ponta. Aparentemente, de acordo com o Dr. Lee Willett, isto faz parte de uma nova corrida armamentista mundial.

Todas as principais marinhas do mundo já estão construindo estas embarcações. Os russos já estão com um dos seus enormes porta-aviões – o Almirante Kuznetsov – de volta ao mar e anunciaram que planejam construir 12 grupos de combate de porta-aviões. Os chineses e os indianos também estão bastante avançados com seus planos, os japoneses estão construindo um contratorpedeiro que atuará como porta-helicópteros e os EUA estão trabalhando em porta-aviões de próxima geração. Nós somos uma nação insular e nós temos interesses globais, portanto nós precisamos destes soberanos campos aéreos móveis de 1,6 hectares para podermos lançar nosso poderio onde quisermos e sempre que precisarmos.

 

O mundo é um lugar instável e, depois de Iraque e a guerra global contra o terror, o acesso ao território ou ao espaço aéreo de outra nação tornou-se ainda mais difícil.

Que lindo. Quando foi que eu ouvi esta ladainha pela última vez mesmo? Talvez o conhecimento de que o Dr. Willett é chefe do Programa de Estudos Navais do Instituto Real de Serviços ajude a entender que ele pode vir a ter um certo interesse especial nestas duas bases aeronavais móveis.

Os porta-aviões – que custarão 5,9 bilhões de dólares, muito menos que os 14 bilhões que os EUA estão gastando nos seus super porta-aviões – portarão 36 F-35 e dois helicópteros EH-101 Merlin multitarefa.

Construídos em módulos espalhados por toda a Grã-Bretanha e mais tarde montados em um processo bastante complicado em um estaleiro central, os porta-aviões serão quase inteiramente automatizados, exigindo uma tripulação de apenas 1500 marinheiros. Eis as especificações:

•    A superfície do convés de 16.000 m² é recoberta por uma tinta granulosa resistente a calor semelhante a uma lixa bastante áspera. A superfície pintada inteira soma 1,5 km², praticamente o tamanho do Parque Ibirapuera em SP.
•    Dois enormes elevadores, cada um com uma capacidade para 70 toneladas, que podem transportar duas aeronaves de dentro do hangar para o convés em 60 segundos.
•    O layout inovador de duas ilhas permite mais espaço no convés para as aeronaves e maior visibilidade do convés. A ilha da proa serve para navegação do navio e o controle de vôo fica na ilha da popa.
•    O hangar de 29 mil m² tem 150 metros de comprimento e 20 entradas para manutenção das aeronaves.
•    Há uma equipe médica de tempo integral a bordo que conta com 11 tripulantes, gerenciando uma sala médica de oito camas, uma sala de operações e até cirurgia dentária.
•    A estação de tratamento de água a bordo produz mais de 500 toneladas de água potável diariamente.
•    Duas turbinas Rolls-Royce MT30 a gasolina e quatro conjuntos de geradores a diesel produzem 109MW.
•    As cabines são espaçosas e no estilo cruzeiro marítimo, com toaletes e chuveiros dentro das cabines. Os oficiais de patentes mais altas têm cabines simples ou duplas. O número máximo de tripulantes dentro de uma cabine é seis.
•    O porta-aviões transportará mais de 8600 toneladas de combustível, o suficiente para um carro familiar médio viajar até a Lua e voltar 12 vezes. Isto confere a ele uma autonomia de até 10 mil milhas náuticas.
•    A velocidade máxima será de um pouco além de 25 nós, o suficiente para ir de Dover a Calais em uma hora.
•    Os dois hélices de cinco pás têm 9 metros de diâmetro cada – isto é uma vez e meia a altura de um típico ônibus duplo britânico.

 

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