A startup japonesa Groove X lançou nesta semana o Lovot, um robô fofinho feito para manipular suas emoções.

Quero dizer, olhe para essa carinha.

Parece que ele veio direto de um filme de Hayao Miyazaki (de A Viagem de Chihiro e Meu Amigo Totoro). Parece um cruzamento entre um Minion e uma foca.

O “sensor buzina” no topo da cabeça contém um sensor de luz, uma câmara de 180 graus, um microfone e uma câmara termográfica. E é com isso que ele detecta os donos para pedir abraços ou fazer transmissões ao vivo.

Ele ainda tem sensores de toque em seu corpo e as pupilas em seus olhos podem dilatar graças a um visor de seis camadas. Além disso, ele faz um barulhinho que parece um misto de miado com chilrear e tem um par de asas atarracadas que lembram um pinguim.

Ou seja, se você não tiver a mínima vontade de abraçar esse rapazinho, é provável que você tenha um coração de pedra.

Ele é bonitinho, e só. Esse robôzinho não faz mais nada. O objetivo dele é dar a volta em sua casa e proporcionar uma sensação de conforto. Basicamente, um animal de estimação que não faz cocô. Em seu comunicado à imprensa, a Groove X diz: “O Lovot não é um robô de utilidades que vai fazer tarefas para humanos. Ele implora por atenção e vai atrás daqueles com quem vive, e às vezes vai se afastar de pessoas que não conhece. É adorável apenas por estar lá”.

Diversos robôzinhos como o Kuri, Jibo, e até mesmo o BB-8 da Sphero fracassaram esse ano. Apesar de serem bonitinhos, eles eram caríssimos e não tinham muitas funcionalidades.

Apesar disso, o Japão tem uma relação diferente com esses equipamentos: o Aibo, da Sony, foi relançado em 2017 e sua primeira versão foi tão adorada que alguns donos fizeram até funerais quando o suporte foi descontinuado.

O Lovot está disponível em pré-venda no site da Groove X. Um par desses custa 598 mil ienes (R$ 20.800, na cotação atual), enquanto uma unidade solitária sai por 349 mil ienes (R$ 12.130). A expectativa é que os envios comecem no final de 2019.

[Bloomberg, Lovot.life]