No final do ano passado, descobrimos que a Vivendi queria desistir de telefonia para se concentrar em negócios de mídia. Por isso, ela colocou a GVT à venda por cerca de R$ 18 bilhões. Mas, como ninguém quis pagar este valor, a venda acaba de ser cancelada.

O objetivo da Vivendi era se desfazer da operadora ainda este mês. A GVT até atraiu diversos interessados na compra, mas a própria Vivendi diz que decidiu “não vender por um preço fora do padrão”. Segundo o Estadão, as ofertas ficaram abaixo do que a Vivendi queria.



Inicialmente, quatro grupos estavam interessados, sendo três fundos de equity (participações de empresas). Nenhuma operadora queria comprar a GVT – pelo menos, não por esse valor.

Quem estava mais interessada era a DirecTV: ela queria ampliar sua presença na América Latina através da GVT, mas desistiu ontem. Logo depois, a Vivendi cancelou a venda.

E agora? A Vivendi já tem planos alternativos, incluindo até mesmo a reabertura do capital da empresa, que saiu da Bolsa de Valores em 2010. Os planos para a GVT, no entanto, devem continuar os mesmos: entrar em São Paulo no futuro, e oferecer serviços novos este semestre – como Wi-Fi gratuito em locais públicos para seus clientes, e serviço de VoIP associado à linha fixa da GVT. [Estadão]