Raspberry Pi, Cotton Candy e, agora, um modelo chinês de US$ 74 e uma nova placa/padrão, a Neo ITX da Via, prometem revolucionar o acesso à informática. Em comum, todos esses são micro computadores com processador ARM, decodificadores de vídeo em alta definição e saídas HDMI com baixíssimo consumo de energia, Android e a promessa de virarem uma (discreta) central de entretenimento doméstico ou a base de algum projeto maluco/incrível. Mas, fora desses cenários, há demanda?

Que são legais, não há dúvida. É bem incrível pensar que no espaço de um pen drive cabe um computador inteiro. E casos como o do Raspberry Pi e da plataforma APC (Android PC) da Via dão asas à imaginação de geeks e entusiastas com as possibilidades que oferecem. A última é compatível com cases mini ITX, o que pode acabar em media centers econômicos e eficientes. Com 512 MB de RAM, suporte a vídeo em 720p e Android 2.3 pronto para mouse e teclado, é mais do que suficiente para ligar à TV e curtir uns filmes e seriados (e bem mais barato e silencioso do que um media center convencional, usando processador X86).

Além do apelo junto ao entretenimento, coisas do gênero também têm vez em ambientes acadêmicos e entre entusiastas. Só eles sabem o que dá para fazer com isso, mas no mínimo computadores tão pequenos e tão baratos podem servir para deixar mais acessível o desenvolvimento de aplicativos e coisas mais elaboradas. Como nos lembra o Nagano, do ZTOP, coisas assim podem servir para a criação de soluções embarcadas a um custo bem menor do que pelas vias mais tradicionais.

O que se questiona no momento é se os Androids de bolso (opa, esses são de outra espécie), digo, de pen drive vingarão no mainstream, fora das universidades e das salas de estar de casas geeks. Se eles terão força e apelo junto ao público “normal”, que só quer espetar o pen drive na TV para assistir ao último episódio de Game of Thrones baixado da Internet — a triste, porém dura realidade. Seria bem sensacional ver essas coisinhas se popularizarem, mas o marketing de quem cria esse tipo de produto não ajuda muito e, a bem da verdade, não sabemos sequer se há demanda para ele no mercado.

Aqui no Giz a maioria de nós adoraria ter um desses para brincar, mas e seus irmãos, seus pais, seus tios, o cara da firma que ainda tem (e usa!) vídeo cassete? Os micro PCs serão uma maravilha restrita aos muito interessados, ou no futuro estará nos lares da maioria? [ZTOP, Ars Technica]