O LG Scarlet Phone cumpre o que promete: com tela de ótima definição, menus simplezinhos e autonomia razoável, é uma boa TV portátil. O LG Arena (KM 900) é um faz-tudo multimídia que concorre de certa forma com o iPhone. Não tem as mil possibilidades de expansão em software e elegância do bicho da Apple, mas conta com seus próprios trunfos. Ambos chegam (ou já chegaram às lojas este mês) e estiveram disponíveis para eu colocar minhas mãos engorduradas de coxinha ruim. 

O primeiro que eu testei hoje no evento da LG foi o Scarlet Phone. Ele tem menus bem simples, ícones grandes mas que, como todo celular touch, volta e meia não respondem ao primeiro toque. Em um clique se chega à TV, que consegue receber bem boa parte dos canais abertos mesmo sem a antena feiosa pra cima. Ponto positivo: dá pra ver informações sobre o programa que está passando no canal e a grade do dia, além de dar um zoom (a TV se vê no modo "paisagem", com as barras pretas laterais).  A autonomia da bateria no modo TV é de 4 horas. "Dá para ver uma partida inteira sem correr o risco de perder um gol do gorducho", nas palavras do diretor de marketing da empresa, Eduardo Toni. Fora a TV e a cor vermelha típica da linha de TVs, o Scarlet é um telefone bem decente. Tem 3G (mas, bizarramente, não wi-fi), leitor de cartão de memória e conexões USB e Bluetooth. Pelo preço (R$ 1.099, pré-pago), é bem interessante para quem vê TV. Só não é legal mudar de canal. Leva de 3 a 5 segundos entre um e outro.

Fotinhos do Scarlet:

 

Já o LG Arena é um aparelho mais parrudo. A idéia é ele ser uma mini-central multimídia. O que o bichinho tem de bom:

– Saída para headphone (normal)
– Rádio FM
– Som Dolby Mobile (porém, com alto-falantes não tão poderosos)
– 8GB (mais espaço para cartão de 32GB)
– GPS
– 3G e wi-fi
– Câmera de 5 megapixels que faz vídeos em alta-definição (com câmera lenta)
– Media player que roda DivX e XviD

Some a isso a telinha de 3 polegadas sensível ao toque (TFT 262 mil cores) e temos um negócio bem aparelhado. O que faz ele melhor: uma aceleradora 3D, que não souberam dizer exatamente qual o padrão. Mas funciona. Um menu bonitão em formato de cubo dá acesso fácil ao porrilhão de ícones, que levam um tempo para se acostumar. O privilégio aqui é no "eye-candy", e não na simplicidade: a lista de contatos é como o visualizador de capas de discos do iTunes. Apenas para mostrar que o aparelho aguenta. Ele é relativamente fino (bem menos que um N95) para o tanto de recursos. O único problema: o touch-screen dele não é tão perfeito (para descontar, eu até hoje não achei um touch tão bom quanto o do iPhone), apesar daquele feedback tátil. A moça que me mostrou o aparelho disse que dava para calibrar o toque, para não ter que ficar repetindo mil vezes. Mas nem eu nem ela achamos onde. Ainda sem preço sugerido, o LG Arena chega ao mercado também este mês, disponível em todas as operadoras.

LG Arena:

 

O último trunfo de celulares da LG para este ano (além do Renoir), é um "smartphone que não quer ser smartphone" chamado GT810 (ainda sem previsão de lançamento). Rodando no Windows Mobile 6.1, ele é um ótimo celular se você gosta de Windows Mobile 6.1num celular touch. Não é o meu caso. Eu acho que ele só funciona com a canetinha – os ícones são realmente pequenos. Em favor dele, tenho de dizer que o teclado virtual, no modo paisagem, funciona bem. Não tão bem quanto o do meu E71, mas bem… A empresa coreana mostrou números que indicam que ela já é a segunda colocada em celulares no Brasil, com 23% de market share.

Ainda temos mais novidades da LG, num dia movimentado em lançamentos nacionais. Logo mais.