por Daniel Junqueira

A LG também quer brincar no mundo da realidade virtual. Junto com o novo G5 apresentado ontem, no Mobile World Congress, a empresa sul-coreana exibiu o seu próprio headset VR, o LG 360 VR. Ele não lembra muito nenhum dos outros dispositivos da categoria que temos por aí, o que poderia ser um diferencial para a marca. Mas, em nossos testes rápidos, ele não conseguiu impressionar muito.

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O LG 360 VR não é como o Oculus Rift, o HTC Vive, nem o Samsung Gear VR e muito menos o Google Cardboard. Para começar, ele é consideravelmente menor do que todos esses. Enquanto os outros gadgets ocupam grande parte do seu rosto, o 360 VR é mais discreto.

Ele é pequeno e leve. Não depende de um smartphone próximo aos olhos – como nas opções da Samsung e do Google – e, em vez disso, é conectado através de um cabo na entrada USB Type-C do LG G5 (assim, ele só é compatível com o novo smartphone da empresa). Sua tela é pequena – tem 1,88 polegada com resolução de 960×720 pixels. Ele não usa faixas para se prender à cabeça do usuário, apostando em um design mais parecido com óculos convencionais (ou até mesmo o Google Glass).

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Mas, ao pegar nas mãos, o LG 360 VR dá uma sensação de ser barato demais. Particularmente, não achei ele muito bonito, e sua armação é, no geral, desconfortável. Uma vantagem enorme dele em relação aos concorrentes é o peso: ele é extremamente leve, com apenas 117 gramas (mais leve que muito smartphone por aí). Mas as vantagens praticamente param aí.

Ao vestir o gadget pela primeira vez, o que percebi foi que ele não conseguiu cobrir totalmente os meus olhos. Se eu olhasse um pouco para baixo, conseguiria ver que existe algo além daquelas minúsculas telas do 360 VR. Isso quebra totalmente a imersão – e sem imersão, a realidade virtual não funciona tão bem quanto deveria.

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Controlá-lo é fácil. Você pode fazer isso deslizando e tocando o dedo na tela do G5 que fica em uma das suas mãos, ou a partir de dois botões encontrados na parte superior do aparelho – um para confirmar, outro para voltar.

Ele reconhece para onde seus olhos apontam para ajudar na navegação: no menu, olhe para alguma das opções e toque na tela do smartphone ou aperte o botão principal na parte superior dele para acessar alguma coisa.

Não havia muito o que testar – passei por um rápido tutorial para saber como fazer para controlá-lo e também vi algumas fotos e vídeos em 360 graus. Ele também é compatível com o YouTube 360 e com todos os apps que também funcionam com o Google Cardboard, então a boa notícia é que ele será lançado já com conteúdo disponível.

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Mas a quebra da imersão é um problema grave para a realidade virtual, e isso prejudicou bastante a minha rápida experiência com o 360 VR. Ele ainda não tem data de lançamento e nem preço definidos.

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