Nós testamos um pouco do novo flagship da LG, o G2. É um smartphone que poderia ser muito bom, se não fosse tão complicado de usar.

Para começar, o G2 parece leve e fino em comparação com o Samsung Galaxy S4. Os dois smartphones se parecem um pouco – para grande desgosto da Samsung, acreditamos. Ambos têm a mesma traseira de plástico, e são bem parecidos em relação ao tamanho, com o G2 sendo um pouco maior, mas, para ser justo, sua tela também é 0,2 polegadas maior. É bom pensar no G2 como um intermediário entre o S4 e o Galaxy Note 2.

Falando na tela: é grande, brilhante e cheia de cores, mas não é tão brilhante quanto a do HTC One, e os pretos não são tão escuros como no Galaxy S4. Parece que se comporta bem debaixo da luz do sol. É boa de um jeito que você não vai ficar nem feliz demais nem triste demais com ela.

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O recurso que mais se destaca é o botão físico na traseira do aparelho, logo abaixo da câmera. É um controlador de volume com um botão multi-uso no meio. A LG afirma que é um triunfo de ergonomia. Nós achamos ele… bom. Gostamos que está posicionado convenientemente tanto para destros quanto para canhotos, mas precisamos de testes mais extensos para dizer se a posição dele realmente é vantajosa.

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No geral, o aparelho é rápido, graças ao processador Snapdragon 800 que está dentro dele. O G2 abriu apps rapidamente, e mudou da tela inicial para o drawer de apps em um piscar de olhos. O problema começou, no entanto, quando tentamos fazer alguma coisa. Apertamos um ícone e ele pausava antes de abrir. Também vimos uma das unidades congelar na nossa frente. O smartphone parecia rodar um software de demonstração, então, para ser justo, vamos esperar o produto ser lançado. Mas as coisas só pioram a partir daqui.

O software é um pesadelo. Especialmente depois de usar o software intuitivo, rápido e atrativo da Motorola no Moto X (que é basicamente o Android stock). Não é muito diferente do TouchWiz da Samsung, que é cheio de coisas e recursos que você nunca vai usar. Mas o da LG é pior. É mais feio, com ícones que lembram aparelhos básicos de dez anos atrás. E os recursos inúteis são ainda mais inúteis. Você já quis bater no seu smartphone como se ele fosse uma porta para ligar a tela? Não, você nunca pensou nisso.

Por todos os lados você encontra uma cacofonia de configurações em lugares aleatórios. Deslize o painel de notificações e encontre ícones desordenados que ocupam metade da tela antes de você encontrar as notificações. O botão power desliga a tela, mas não liga (pelo menos no software de demonstração). É uma interface de usuário ruim, e ficamos decepcionados. A LG ainda não aprendeu a lição?

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Pelo menos a LG usou os botões de tela padrões do Android. Brincadeira! O G2 tem o botão Home e voltar do Android stock, mas também conta com um botão de menu em vez de um para multitarefa. Parece desnecessário, mas pode ser que seja útil depois de testes mais extensos. Você acessa a multitarefa ao segurar o botão Home. Como acessar o Google Now, um dos recursos mais importantes do Android? Ainda não sabemos.

Possível vantagem de software? Se o telefone tocar e você colocá-lo próximo à sua orelha, você vai atender. Legal né? A Samsung fez isso primeiro. Parece que o estabilizador de imagem da câmera funcionou bem, e as imagens estavam bacanas (mas precisamos verificar em um monitor maior), mas o disparador enfrentou um lag. Mais do que encontramos, por exemplo, no HTC One.

Dito isso, o G2 ainda é um smartphone que queremos testar com mais calma, mas isso por causa do seu hardware. Quando você consegue entrar em um app, o Snapdragon 800 faz tudo funcionar bem. Mas o software dele (a skin pesada da LG por cima do Android 4.2.2) é uma grande decepção. Em comparação com outros smartphones modernos (Moto X, HTC One, Android stock, Windows Phone, iOS) parecia feio e o oposto do que esperamos em um smartphone.