A LG queria criar um superphone. Boa ideia. Aí eles abarrotaram o aparelho com as melhores especificações que já vimos em um dispositivo móvel. Ficamos empolgados. Então brincamos com ele hoje… e a LG cobriu toda aquela beleza com uma das interfaces mais feias que já vimos. Pô, LG!

O LG Optimus G roda Android 4.0 (Ice Cream Sandwich). Ele tem processador Snapdragon S4 quad-core de 1.5GHz, uma tela IPS “True HD Plus” de 4,7 polegadas, 2 GB de RAM, 32 GB de armazenamento, NFC, 4G LTE, e uma bateria de 2100 mAh. São especificações de respeito, e à primeira vista, o desempenho realmente deixa isso claro.

A tela é linda. Eu não pude segurá-la ao lado de um HTC One X, mas parecia tão boa quanto. O aparelho parecia ter construção sólida, apesar de ser um pouco mais quadradão que outros celulares high-end. E ele é extremamente rápido. O modelo que usamos tinha câmera de 8MP (outras versões terão 13MP), e ela disparou fotos sem hesitação. Ele parecia ter potência de sobra: eu conseguia dar zoom em um vídeo HD enquanto ele tocava, sem qualquer engasgo do vídeo ou da interface.

É o smartphone perfeito, certo? Mas não. A LG tinha que colocar sua personalização própria em cima do Android. E ela é muito, muito, muito feia. Quando eu vi pela primeira vez, pensei: “Mas que coisa, isso roda Gingerbread (Android 2.3)!?” Não. É Ice Cream Sandwich, um sistema operacional muito atraente em seu estado natural. A skin da LG, por sua vez, parece desajeitada e low-end.

É realmente a única coisa que parece low-end no aparelho inteiro. Talvez um launcher personalizado possa esconder a vergonha, mas não sei. É realmente muito ruim: este pode ser um dos melhores smartphones quando for lançado, mas muita gente pode olhar pra ele, reparar na skin amadora, e deixá-lo de lado.

O LG Optimus G chega aos EUA em breve: quem sabe ele mostre que “o que vale é a beleza interior”. Talvez. Espero que a LG não tenha estragado este superphone com a interface.