Pouco antes do lançamento oficial previsto para amanhã, o Mega de Kim Dotcom está no ar para alguns poucos membros da imprensa. A página mega.co.nz agora redireciona para kim.com/mega (no Safari) e mostra uma mensagem de erro para quem usa o Chrome. Aqui está tudo o que nós sabemos até agora sobre o novo Megaupload:

Antes de mais nada, ele está incompleto – e de acordo com o TechCrunch, o site vai mostrar um mapa do que vem aí. Isso inclui algumas coisas ambiciosas como um SDK com API e recursos colaborativos como mensagens entre usuários.

Ele parece um Dropbox simplificado que oferece 50GB de armazenamento gratuitamente e três possibilidades de assinatura: Pro 1, €10 (500GB), Pro 2 por €20(2TB), e Pro 3 €30 (4TB).

Em um primeiro momento o Mega parece só mais um serviço de armazenamento online como o Dropbox ou o Google Drive, mas ele é muito mais do que isso. O Mega é uma arma mirada direto nos detentores de direitos autorais. É possivelmente o mais privado e invencível serviço de compartilhamento de arquivos de todos os tempos.

Quando você entra, encontra uma ferramenta de drag & drop. É a ferramenta de upload do Mega.

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A partir daí, você imediatamente é perguntado se concorda com termos e condições. Nosso advogado nos disse que ele não é bem escrito, mas absolve o Mega de qualquer coisa que você faça com o serviço. Bem inteligente, Kim.

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Após concordar, você chega ao Cloud Drive – o gerenciador de arquivos onde aparece tudo o que você tem. Quando você seleciona um dos seus arquivos ou pastas para enviar você percebe quão rápido isso é. Eu enviei o disco Kill Em All do Metallica em alguns minutos.

Com um único clique no botão direito, eu posso gerar um link de download para o álbum. E então eu posso enviar para quem eu quiser. É um Megaupload com um gerenciador de arquivos.

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Então o que impede o Mega de seguir no mesmo caminho do Megaupload? A privacidade, que é uma medida de gênio. Todos os seus arquivos são criptografados localmente antes de serem enviados, então o Mega não tem ideia do que eles são. Podem ser fotos de família, documentos de trabalho ou a discografia completa da sua banda preferida. Pronto: online e fácil para compartilhar. E o mais importante, o Mega não tem a chave necessária para descriptografar. Entendeu? É um golpe de mestre da subversão dos direitos autorais.

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Para explicar melhor, os termos do Mega dizem que ninguém pode acessar as suas coisas sem a sua chave pessoal de descriptografia. E eles não tem ela. Só você. A empresa, no entanto, estipula na política de privacidade que pode cooperar com a lei. Mas grande coisa; o que eles podem fazer? Quando o Twitter e o Facebook cooperam com autoridades, eles têm acesso aos seus dados. Tudo o que o Mega tem é um arquivo criptografado.

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Então por que é um matador de copyright? Bem, na verdade, é muito mais do que isso: permite as trocas de dados mais privadas de qualquer serviço online disponível atualmente. Autoridades vão ter dificuldade para pegá-los.

Isso é importante porque a troca de dados privada sempre foi um problema com serviços online. Veja o Google: algumas vezes eles recebem pedidos para liberar seus dados – aqueles que você acha que são privados. O Google faz isso porque pedem para ele fazer, e porque ele pode fazer. Se autoridades pedirem para Kim Dotcom e a sua empresa divulgarem seus dados, eles não vão conseguir. E tirar as informações do Mega – como detalhes técnicos de como as chaves funcionam – é legalmente problemático.

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Então agora duas grandes questões continuam, e nós não podemos responder simplesmente ao observar o site. A primeira, o quão seguro é o Mega? Hackers podem invadir? E o FBI?

A segunda questão é, quais são os planos de Kim Dotcom para o serviço? Ele mostrou um mapa vago do que vem aí, mas não podemos ter certeza de nada. Estamos ansiosos para ouvir o que ele vai dizer na conferência de lançamento que será feita no domingo. [TechCrunch]

Informações adicionais por Melissa Ulto