O Surface RT, para mim, foi uma decepção: não porque ele fosse ruim, mas porque poderia ter sido muito, muito melhor. Mas a Microsoft trouxe o Surface Pro para  Las Vegas, mas não para a CES, e nos deixou brincar com ele um pouco. Eu não poderia estar mais contente com ele.

Para ser franco, o Surface Pro faz o RT parecer um erro. Mas felizmente para a Microsoft (e mais importante, para nós), a versão Pro compensa quase toda deficiência do seu irmão menor e mais barato.

Ele tem a potência interna e a flexibilidade física para desta vez, talvez, criar uma nova categoria de computador. Ele poderia ser o dispositivo que você coloca na sua mochila e na sua mesa em vez de qualquer outro. Em quase todos os aspectos, ele é superior.

A tela do Surface RT era ok, mas certamente não estava no mesmo nível que seus rivais com alta densidade. A versão Pro, no entanto, se destaca: uma tela 1080p maravilhosa ganha vida cada vez que você ativa o tablet, e a touchscreen é perfeitamente sensível como qualquer outro bom gadget de toque aos quais nos acostumamos. O Surface Pro é bonito de se ver e de se tocar.

O software do Surface RT era embaraçosamente escasso. No Surface Pro, isso não é problema: ele roda o Windows 8 de verdade, o mesmo que você instalaria em um desktop, para que você não se limite à seleção ainda fraca de apps na Windows Store. Você pode instalar Photoshop, Civilization, o que você quiser. Se o programa for feito para Windows e for relativamente recente, ele provavelmente vai rodar no Surface Pro.

Nós passamos um breve momento jogando Bulletstorm, e ele teve um desempenho totalmente aceitável, dado que o Surface Pro é menor do que qualquer laptop. Ele não será o seu gadget preferido para jogos, mas em gráficos, seus bíceps Core i5 servem bem, e títulos mais antigos devem rodar bem fluidamente.

É muito importante ressaltar aqui a importância do software. Vamos até exagerar: este é um computador de verdade; o Surface RT, não. Se você não gosta de um app nativo do Windows 8, você pode chutá-lo para um penhasco e baixar uma das inúmeras alternativas disponíveis para o Windows x86. Quase tudo o que você precisa para trabalho e lazer. Toneladas de escolha.

E toneladas de flexibilidade. O modelo Pro é poderoso o suficiente para você ligar nele um monitor externo de alta resolução. Coloque um teclado e mouse Bluetooth, e agora você tem um novo desktop. Ou desconecte o Surface Pro do monitor, coloque-o deitado na mesa, e use-o como um grande trackpad, com amplo espaço para seus dedos ou para a caneta para Wacom que pode ser usada nele. Com uma porta USB 3.0, a perspectiva de vê-lo como um substituto para desktop fica ainda mais real: vê-lo engolir vários lotes de fotos JPEG + RAW direto de uma câmera DSLR e depois vê-las na tela grande externa foi ótimo.

Mas deve haver algumas desvantagens, certo? Sim, mas não muitas. A duração da bateria não deve ser tão boa devido à fome dos componentes mais potentes. O Surface Pro requer uma ventoinha (bem silenciosa, mas está lá). Mas a maior preocupação era o tamanho, e posso garantir a você que o Surface Pro é inteiramente confortável. Eu tinha medo que ele fosse pesado ou grosso demais, mas ele é significativamente mais fino do que o meu MacBook Air, e com 907g, ele também é um pouco mais leve. Ele nunca será tão confortável de usar com uma só mão como um Kindle, por exemplo, mas ele pode ser usado como tablet sem cansar as mãos ou os braços. E dada a potência dentro dele, o Surface Pro é fantasticamente fino como um rival de laptops. Então, sim, ele é maior e mais pesado, mas não o suficiente para perder pontos.

Ou seja, ele tem o mesmo design encantador da versão RT, mas sem as deficiências mais gritantes. Eu só pude testá-lo por cerca de uma hora, o que está longe de ser suficiente para dar um veredito, mas eis minha conclusão: onde o RT oferecia problemas, o Pro oferece esperança. Eu só queria que tivesse sido assim desde o início.