Ele ainda não está à venda, mas é questão de tempo: a Motorola anunciou hoje que o Razr MAXX, a versão rechonchuda e lotada de bateria do Razr, começa a ser vendido em breve, inicialmente pela operadora Vivo. O aparelho segue o mesmo padrão de seu irmão mais fino, e suscita uma discussão antiga: você abre mão de um design mais ousado em prol de uma bateria Highlander?

Apesar de mais gordinho do que o Razr, seria maldade chamá-lo de obeso. Longe disso, já que ele tem 9mm de espessura — o Galaxy S III, por exemplo, tem 8,6mm. A tela tem 4,3 polegadas, Gorilla Glass, e a traseira mantém aquele acabamento em Kevlar, presente no Razr. Por dentro, um processador de 1,2GHZ, 1GB de RAM. Completam a lista uma câmera de 8 MP e… Android 4.0. Em nosso primeiro contato com a modificação da Motorola sobre o Ice Cream Sandwich, trazemos boas notícias: o exagero de modificações do Motoblur se foi e o sistema está bonito.

O trunfo do Razr MAXX é, segundo a Motorola, a bateria. O negócio é tão alarmado que a empresa diz que o Razr MAXX proporciona mais 80% de autonomia se comparado ao Razr — e ganhando só 14% de peso (145g contra 127g). Ainda testaremos um bocado o aparelho, mas segundo o pessoal do Verge, o MAXX “oferece uma duração de bateria nunca antes vista em smartphones”. Eu, particularmente, prefiro um aparelho maior e que me deixe longe da tomada por muito tempo — como disse no review do S III, a sensação de liberdade com uma boa duração de bateria é incrível. Já testamos também o Honor, da Huawei, que surpreendeu, mas estamos bem curiosos com o Razr.

Enquanto a Vivo não libera o preço do aparelho — torçamos para algo no nível mid-end do mercado — ficamos com a pergunta: o Razr MAXX tem chances de entrar no seu bolso?