Até agora, muitos tratamentos imunoterapêuticos envolviam substâncias químicas e drogas projetadas para fazer com que as células imunes atacassem tumores. No entanto, esses métodos eram efetivos em cerca de 60% dos testes clínicos. Esse novo implante polimerizado faz todo o trabalho dentro do corpo, e aumentou a taxa de sobrevivência de ratos com um melanoma mortal de 0 para 90% em pesquisas do passado.

Primeiro ele atrai células dendríticas ao lançar um tipo de sinal químico chamado citoquina. Quando as células já estiverem lá, elas passam a habitar temporariamente orifícios esponjosos dentro do polímero, dando tempo para que as células tornem-se altamente ativas.

O polímero transporta dois sinais que servem para ativar células dendríticas. Além de exibir antígenos específicos a cânceres para treinar as células dendríticas, ele também é recoberto por fragmentos de DNA, cuja sequência é típica de bactérias. Quando as células se agarram a estes fragmentos, elas se tornam altamente ativadas. “Isto faz com que as células pensem que estão no meio de uma infecção”, explica Mooney. “Frequentemente, as coisas que você pode fazer com as células são transientes – especialmente em cânceres, onde os tumores impedem que o sistema imunológico gere uma resposta forte”. Esta irritação extra era necessária para gerar uma resposta forte, descobriram os pesquisadores de Harvard.

 

Muitas perguntas sobre a eficácia desta abordagem nos humanos ainda precisam ser respondidas, mas se tudo der certo, a expectativa é que estes implantes polimerizados possam ser úteis não apenas para pacientes com câncer, mas também para aqueles que sofrem de distúrbios imunológicos. [Technology Review]