A quarta geração de processadores da Intel está ajudando a melhorar bastante os nossos laptops. E agora a empresa quer fazer a mesma mágica no mobile. Conheça o Bay Trail, os novos chips criados especificamente para melhorar tablets com Windows 8 e Android.

Bayl Trail é o mais novo chip Atom da Intel…

Bay Trail é o nome que a Intel deu para os novos system-on-a-chip (SoC) desenvolvidos para tablets – oficialmente, a linha Atom Z3770. Eles serão o cérebro dos tablets. Os chips Bay Trail são processadores quad-core de 1.5 GHz, os primeiros a usarem a nova arquitetura Silvermont projetada especificamente com tablets (e smartphones) em mente. Então eles são ótimos cérebros para tablets.

Os Bay Trail têm 22nm, e encolheram em relação aos Clover Trail de 32nm, e também têm suporte à versão 64-bit da arquitetura x86 da Intel, como laptops potentes fazem, em vez da versão 32-bit que o Clover Trail estava preso. Em outras palavras, são como cérebros de laptops, e podem oferecer potência similar à de laptops.

…feito para tablets e híbridos…

A Intel tem uma presença forte em CPU para PC, mas em smartphones e tablets as coisas são diferentes – a maioria dos dispositivos rodam SoCs da Qualcomm ou Nvidia, como o Snapdragon e Tegra (respectivamente). A Intel decidiu entrar com força neste mercado com os Clover Trail lançados no ano passado, mas os tablets e híbridos com eles não se saíram tão bem como o esperado. O Bay Trail é a nova tentativa da Intel para produzir híbridos potentes, e fazer o que há anos eles tentam fazer: ganhar força no mercado de tablets.

Tradicionalmente, processadores Atom tornaram-se comuns em netbooks. Pequenas máquinas e até alguns laptops de entrada ainda usam Atom, mas agora o objetivo é ganhar mais força em híbridos com Windows 8 (e Android), aproximando ainda mais o mundo dos tablets e dos laptops. E quem sabe os tablets com Bay Trail possam conviver com os contemporâneos da Qualcomm e Nvidia.

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…e adicionam o dobro do poder de CPU e uma GPU de laptop ao modelo do ano passado…

O Bay Trail oferece o dobro do desempenho de CPu e três vezes mais performance gráfica do que os antigos Clover Trail. O que significa destacáveis poderão finalmente ter a chance de crescer e deixarem de ser quase-laptops para se tornarem disposivitos com capacidade de edição de vídeo, rodar jogos e realizar outras tarefas que exigem bastante do processador.

Os chips Bay Trail também melhoram muito o poder gráfico; eles contam com os mesmo gráficos integrados dos laptops do ano passado.

…graças a novos transistores e truques de poder…

A Intel atribui o aumento do poder dos Bay Trail aos transistores 3D que está preparando há anos. São esses caras que liberam o potencial desses SoCs para superarem a Lei de Moore.

E então temos o que a Intel chama de “Burst Technology 2.0”. Os chips Bay Trail não apenas funcionam com mais poder, eles também podem usá-los com mais eficiência do que nunca. Em vez de apenas rodar tudo a potência máxima o tempo inteiro, eles têm a capacidade de diminuir a escala de algumas partes do sistema enquanto aumenta outras dinamicamente, tudo dependendo do que você precisa em determinados momentos.

Se você está editando fotos, o Burst 2.0 permite que o chip diminua a CPU e aumente a GPU ao máximo. O resultado final é que o hardware pode fazer mais com menos, e dando a impressão de que ele é ótimo em tudo. E realmente é; só que não tudo ao mesmo tempo. É o tipo de nivelamento que poderia ajudar a minimizar os problemas dos antigos processadores Atom.

…mas está preso ao velho problema de bateria…

Infelizmente, Bay Trail não oferece a mesma melhoria em bateria que os chips para laptop da quarta geração da Intel oferecem. A Intel espera que as baterias durem até 10 horas ativas, ou cerca de três semanas em standby. Não é ruim para um laptop, mas não é muito animador para um tablet.

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Quando você tenta oferecer o melhor dos mundos de tablets e laptops, fazer com que tablets e destacáveis se comparem a laptops em poder de computação é apenas metade da batalha. A outra parte envolve bateria com a duração que estamos acostumados em ver em tablets. Os chips Bay Trail vão muito bem no primeiro, mas 10 horas para um tablet não é muita coisa.

…e em breve estará em dispositivo perto de você.

A Intel conseguiu muitas OEM para produzirem dispositivos com Bay Trail e colocar no mercado até o fim do ano, incluindo Acer, ASUS, Dell, Lenovo e Toshiba. Os maiores e mais potentes dispositivos com o processador devem ter 11mm de espessura e pesar até 1kg (mais ou menos como um Surface Pro) e custarão cerca de US$ 200 para modelos básicos, US$ 250 para um dispositivo estilo notebook, ou US$ 350 para um 2-em-1 destacável. E a Intel também prevê tablets Bay Trail de US$ 200.

A empresa quer dispositivos menores e mais portáteis, e conversíveis com touchscreen poderão competir no mesmo nível de laptops. Eles não vão ser potentes como os principais notebooks do mercado, nem serão comparáveis a alguns intermediários, mas serão tão bons quanto alguns laptops eram há um ou dois anos, com a adição de serem móveis e ter potencial para se transformar, além de serem baratos. É algo para ficar animado.