A Intel anunciou que vai colocar seu chip de supercomputador Knight’s Landing de 72 núcleos – o mais rápido da história da empresa – em produção. E o mais empolgante é que a Intel planeja produzir desktops workstation com toda essa potência computacional.

De acordo com a PC World, a Intel planeja produzir um “número limitado de workstations” equipados com Knight’s Landing no começo do ano que vem. A ideia, sugere Charles Wuischpard, da Intel, é que fabricantes de PC adotem mais amplamente o chip de supercomputador para modelos de desktop.

Então que tipo de especificações técnicas, exatamente, podemos esperar do chip Knight’s Landing? Bem, diferentemente dos processadores convencionais de desktop, esse chip de supercomputador coloca todos os núcleos em um único pedaço de silício – você pode ver na imagem abaixo:

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Ele então é colocado – junto com 16 GB de memória MCDRAM – em uma placa PCI-E (como a da imagem acima, que é uma amostra de engenharia de um modelo antigo Knights Ferry). É mais ou menos como aquelas GPUs malucas da Nvidia que são colocadas em supercomputadores.

O hardware resultante pode computar cálculos de precisão simples a taxas de 8 teraflops, ou cálculos de precisão dupla a mais de 3 teraflops. De acordo com a PC World, ele será usado pelo Departamento de Energia dos EUA em seu supercomputador Cori de 9.300 núcleos, e a Intel diz que 50 fabricantes diferentes vão lançar sistemas que usam o chip.

Enquanto isso, os workstations serão disponibilizados para pesquisadores que querem usar um supercomputador, mas não conseguem acesso a um. A ideia é que eles sejam capazes de programar e realizar testes nesses workstations para depois levar uma versão sem erros para um supercomputador.

Então não é como se o seu próximo desktop viesse equipado com um desses, mas a Intel ao menos tenta levar essa tecnologia para pessoas que não tinham acesso a tanta potência. [PC World]