Começou nesta quinta-feira (2) a comemoração dos 70 anos de reinado de Elizabeth 2ª, a rainha do Reino Unido. Segundo relato da agência Associated Press, algumas autoridades e cidadãos membros da Commonwealth aproveitaram a ocasião para deixar clara a insatisfação e o desejo de removê-la do cargo de chefe de Estado.

A Commonwealth é um conjunto de 53 países que são ou já foram governados pelo soberanos do Palácio de Buckingham. Hoje, 14 nações seguem sob a tutela britânica, incluindo Austrália, Jamaica, e Canadá. Em novembro do ano passado, a ilha de Barbados tornou-se uma república e deixou de ter a rainha como chefe.

Esse é um movimento que parece uma tendência nos países governados por Elizabeth, pois a monarquia representa todo o passado colonial dessas  nações. A Jamaica deve seguir o mesmo caminho de Barbados.

A imagem da Grã-Bretanha ficou arranhada quando foi revelado o “escândalo Windrush” em 2018. Milhares pessoas do Caribe que viveram no Reino Unido por décadas tiveram negadas moradia, emprego ou tratamento médico –e em alguns casos foram deportados– porque não tinham a documentação completa para provar seu status.

Para melhorar essa imagem com a Commonwealth, o casal de príncipes William e Kate viajou em março para a Belize, Bahamas e Jamaica, mas parece não ter surtido efeito. Pior, as imagens do casal real apertando a mão de crianças pela grade e andando de Land Rover, criaram um ar de distanciamento.

Ainda neste mês de junho, os chefes de governo de países da Commonwealth se preparam para um encontro em Kigali, em Ruanda, para discutir os rumos da organização. A principal questão: a situação seguirá a mesma quando o príncipe Charles, o filho mais velho de Elizabeth 2ª, assumir o posto de rei?

Enquanto isso, as celebrações do jubileu acontecerão até domingo com shows, desfiles e comemorações por todo o Reino Unido.