Ninguém precisa de um leitor de livros digitais de US$ 250, mas o Kindle Oasis costuma ser bom o suficiente para te convencer do contrário. Sua tela e luz de fundo são melhores que a média, e seu design assimétrico foi construído para o ávido leitor. Embora ele tenha seus críticos, eu sempre gostei. Eu leio muito e adoro e-readers. Gastar US$ 120 a mais do que o necessário para ter o melhor produto me pareceu o tipo de luxo no qual eu posso investir com segurança. A terceira geração do Kindle Oasis não é muito diferente da última, a não ser pela iluminação de fundo com calor ajustável. Então, talvez você sinta que pode investir nele também.

[produto_amazon1]

Em termos de tamanho, não há diferença entre a segunda geração do Oasis, que foi lançada em 2017, e essa nova terceira geração. Ambos possuem um display grande de 7 polegadas e 300 PPI e um design único, que encoraja você a segurar o Oasis com apenas uma mão. Ambos têm uma porta de carregamento Micro USB que parece absolutamente desagradável e desatualizada considerando que o USB-C está em toda parte. Ambos são à prova d’água (IPX8), suportam o Audible via Bluetooth e vêm em versões de 8GB e 32GB.

Ambos são bons leitores digitais. Embora, na minha experiência, a terceira geração do Oasis tem o mesmo problema com a duração da bateria da segunda geração. Incluir uma tela brilhante e retroiluminada e Bluetooth em um e-reader prejudica a duração da bateria. Com o brilho ajustado no máximo, perdi 10% da bateria em aproximadamente duas horas.

Você provavelmente não vai utilizar o Kindle Oasis com a bateria no máximo com muita frequência. Para começar, o recurso de brilho automático raramente aumenta o brilho, a menos que você esteja sentado em uma praia em chamas. Quando o configuro para ajustar o brilho automaticamente, ele nunca o define acima de 19 em uma escala de 1 a 24. Mais importante, maximizar o brilho enquanto a configuração de calor também está no máximo resulta em um display muito amarelado e feio.

Mas por que oferecer um recurso de ajuste de calor? A ideia é que olhar para luz azul, como a luz de fundo mais fria de outros Kindles, altera nossos ciclos circadianos tornando mais difícil dormirmos à noite. A luz mais quente, para muitos, é mais agradável aos olhos.

A nova luz de fundo na terceira geração do Oasis “aquece” o tom excessivamente azul da tela. Tanto o brilho quanto o efeito de alternância de calor afetam o quão “quente” o display fica. Assim, você pode manter o calor no máximo, mas ajustar o brilho para evitar que a tela fique muito amarelada ou vice-versa. E se você não quiser alterar qualquer configuração, também é uma opção. Ative o brilho automático e programe o calor para ligar em determinados momentos do dia.

O calor ajustável não é necessário, mas como alguém que sempre achou a luz de fundo em outros Kindles muito fria, eu gostei. É exatamente o recurso bobo, não tão necessário que eu esperaria do mais luxuoso leitor digital disponível da Amazon.

Se você quer um e-reader excepcional que tenha uma luz de fundo bonita, excelente duração de bateria e um design à prova d’água, o Kindle Paperwhite de US$ 130 está à sua disposição. Para a maioria das pessoas, é o e-reader a se comprar. Mas se você lê muito e quer ostentar um pouco (mesmo que isso signifique menos duração de bateria), o Kindle Oasis, de US$ 250, também é uma opção atraente.

A terceira geração do Kindle Oasis, por enquanto, não tem data para ser lançada no Brasil. Por aqui, está à venda a segunda geração do Kindle Oasis, com preço sugerido de R$ 999.

O Gizmodo Brasil pode ganhar comissão sobre as vendas. Os preços são obtidos automaticamente por meio de uma API e podem estar defasados em relação à Amazon.