O Lenovo T400 series, descontando seus ocasionais encontros com maquinário pesado, não se destaca imediatamente dos outros maptops da turma dos "mid-size, high-end". Isso até você começar a digitar.

O que a Lenovo fez soa mais insignificante do que é: no T400 series, as teclas Delete e Esc são duas vezes maiores que o normal, assumindo uma estranha posição vertical, como aquelas pecinhas de Tetris que você sempre fica esperando cair. Como qualquer um que já tenha usado teclados internacionais pode confirmar, qualquer mudança no layout ou proporção das teclas pode arruinar a sua digitação. Então por que raios a Lenovo faria isso? O USA Today explica:

Ao desenhar o novo ThinkPad, [a Lenovo] instalou rastreadores de digitação nos computadores de cerca de 30 empregados voluntários. Em média, eles usaram as teclas "Escape" e "Delete" 700 vezes por semana. Ainda assim, estas são as únicas teclas "outboard", ou teclas que não são letras, que não haviam sido aumentadas.

Como você pode ver, esta é provavelmente uma mudança prática. O mais fascinante sobre a mudança é o quanto ela é rara. Quase tudo sobre os teclados modernos vem diretamente dos velhos tempos da máquina de escrever, desde o espaçamento entre as letras até o layout. Esta anedota da matéria resume bastante bem:

Tom Hardy, que desenhou o IBM PC de 1981, disse que as empresas já tentaram diversas vezes mudar os tamanhos das teclas. Aquele primeiro PC tinha uma tecla Shift menor que a da popular máquina de escrever Selectric, da IBM, e ela foi colocada em um local diferente, em parte porque a indústria não acreditava que os computadores substituiriam as máquinas de escrever para tarefas de grande volume de digitação.

A IBM então reverteu a decisão na versão seguinte, para acalmar os ânimos dos digitadores.

Quando todos nós estivermos vivendo em Marte, nossos Spacepods ainda terão teclados QWERTY. [USA Today]