Safari, Chrome e Internet Explorer, todos estes navegadores receberam suas novas versões finais recentemente, enquanto Firefox e Opera apresentaram uns betas aí. Nós sacamos nosso cronômetro digital e kits de testes para ver como eles se saíram.

Se você nunca viu antes a nossa série de teste de velocidade de navegadores, você deve saber que ele não tem muito de científico, mas acreditamos ser razoavelmente meticuloso. Usamos um marcador de milissegundos (o timer de Rob Keir, pra ser mais específico) para manualmente marcar o tempo entre abrir o navegador e o ver inteiramente carregado em uma determinada página inicial, daí fazer a mesma medição esperando por múltiplas guias se abrirem. Todos os testes de marcação de tempo são executados três vezes para tirarmos uma média, com aberrações muito fora da curva excluídas e testadas novamente.

Nós usamos o conjunto Dromaeo da Mozilla para testar o desempenho do JavaScript, uma medida cada vez mais importante para webmail, mapeamento e outras aplicações feitas direto no navegador. Não existe um teste completamente acurado de JavaScript, já que cada engine é feita com diferentes vantagens e fraquezas inerentes para certos processos, mas o conjunto da Mozilla oferece resultados transparentes do teste SunSpider no qual a Apple se baseia no seu marketing, o teste V8 que o Google usa para cronometrar as voltas do Chrome e o próprio conjunto do Mozilla de registradores de cálculos. Desta vez pularemos os testes de Cascading Style Sheet (CSS), primeiro porque o fabricante do nosso teste offline anterior alertou sobre os navegadores baseados em WebKit (Safari e Chrome, em particular) não testarem com precisão nele, e em segundo lugar porque parece ser uma medida menos relevante que o JavaScript atualmente.

Por último, nós abrimos a janela do Gerenciador de Tarefas básico do Windows e medimos quanto de memória do sistema, ou RAM, cada navegador está usando só para abrir uma página e depois abrir nove guias.

Como ocorreu com os testes mais recentes, este conjunto foi feito com uma cópia limpa do Windows XP, com 2GB de RAM e um processador Intel Core 2 Duo de 2,0 GHz. Em cada teste, o histórico/cachê/“arquivos temporários de Internet” dos navegadores era apagado antes do uso e uma versão gravada localmente da página básica de busca do Google era usada como página inicial. Por último, todos os testes foram executados em um sistema conectado a cabo em vez de Wi-fi, eliminando assim o máximo possível de variáveis de carregamento para os testes de nove guias.

Agora vamos abrir os portões e deixar que o Safari 4, Chrome 2.0, Firefox 3.5b99 (ou seja, a versão Preview), o Opera 10 beta e a edição final do Internet Explorer 8 saiam à caça do coelhinho branco.

 

Teste 1: abertura e carregamento de página – vencedor: Google Chrome!
É tranquilizante para o seu humilde testador ver seus benchmarks serem carregados de forma bastante consistente entre diferentes testes, mesmo sendo não tão emocionante assim declarar os mesmos vencedores e trunfos. O Chrome continua a liderar a competição e talvez até tenha melhorado um pouquinho, em tempo de carregamento, tanto “frio” (logo após reinício, sem ter sido carregada previamente) quanto “morno” (recarregado após abrir e percorrer um pouco por lá). O Firefox 3.5b99 parece ter agregado ainda mais tempo de carregamento frio em relação ao release 3.1b2. Isso é surpreendente, mas os meus tempos de testes foram de 9,4, 10,6 e 13,4 segundos, então certamente há a possibilidade de ter sido uma maré de azar neste caso.

*quanto menor o tempo, melhor*

A maioria das pessoas não abre oito guias simultaneamente com um clique no botão direito em uma pasta de favoritos, mas foi assim que fizemos um teste razoável de carregamento de página usando diversas páginas. Nós usamos a página inicial ou de download de todos os navegadores (exceto a página do Internet Explorer, que nos causou problemas no último teste), as páginas relativamente pesadas do Gizmodo e do Lifehacker, a página repleta de Flash do YouTube e a página de busca do Google. O Chrome supera o Firefox, ambos são surpreendentemente seguidos de perto pelo IE8, e o Safari e o Opera não se dão muito bem na velocidade de carregamento direto. Tem-se a impressão de que o Firefox e o Internet Explorer carregam um bocado de coisa na inicialização para ser usado mais tarde, ao passo que o Chrome quase não carrega nada. Eis os tempos:

*quanto menor o tempo, melhor*

 

Teste 2: JavaScript – vencedor: Google Chrome!
A única verdadeira surpresa nesta última rodada de testes foi que o release final do Internet Explorer 8, que possui sérios problemas com tudo quanto é teste de JavaScript que realizamos, é que ele conseguiu operar ainda mais lerdo e com mais erros do tipo “Esta página está executando um script…” do que nas suas versões beta. O número usado abaixo é provavelmente pouco confiável e o tiramos do único teste SunSpider, mas ele está, infelizmente, em harmonia com outros números relacionados ao IE. O Chrome e o Safari continuam a liderar o bando, pelo menos neste nível de testes, enquanto o Firefox e o Opera ficam pra trás.

*quanto maior, melhor*

 

Teste 3: uso de memória – vencedor: Firefox!
Nos nossos próximos testes de velocidade de navegadores, nós bolamos uma maneira de testar a memória de longo prazo. O Firefox é o vencedor quando você carrega oito guias (além da página inicial já aberta, totalizando nove), mas ao longo do tempo, muitos veteranos do Firefox notaram uma escalada no uso da memória. Isto pode se dever a extensões, a resquícios de JavaScript ou Flash. Qualquer que seja o caso, ele ainda é o vencedor em um carregamento novo de oito guias, ao passo que o Opera e o Safari continuam sendo escolhas intrigantes. O Chrome e o IE8 quebram cada guia em um processo separado para aumentar estabilidade e segurança, então é de se esperar maior alocação de memória, mas o IE8 parece estar comendo um bocado mais do que em betas anteriores.

 


O que aprendemos nesta rodada? Que, na maior parte dos casos, as versões finais não terão muita diferença em medidas estritas de desempenho em relação às suas betas, exceto em pelo menos um caso notável, direto de Redmond. O Chrome mantém a sua coroa de rei da velocidade, mas de fato mal conseguimos esperar por rodá-lo um pouco mais após ele ter erguido a sua arquitetura de suporte.

E você, o que o surpreendeu ou renovou a sua confiança nos nossos testes? O que você gostaria de ver sendo testado na nossa próxima rodada? Conte-nos aí nos comentários.