A tecnologia de pagamento por aproximação ainda parece mágica em alguns estabelecimentos, mas com a opção dos cartões contactless, o negócio tem evoluído. Uma preocupação com esse tipo de transação sem senha eram possíveis fraudes, como alguém encostar uma maquininha indevidamente, por exemplo. Por isso, havia um limite de R$ 50. Agora esse valor subiu para R$ 100.

A mudança foi aprovada nesta segunda-feira (6) pela Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), atendendo a um pedido do setor. Qualquer compra em até R$ 100 paga por NFC poderá ser autorizada sem pedir a autenticação do PIN.

As bandeiras ainda não têm certeza de quando o novo limite passa a valer. O Gizmodo Brasil entrou em contato com a Abecs, que nos disse que “existe um prazo de adequação sistêmica tanto por parte das credenciadoras quando dos emissores de cartões” e que por isso não tem como estimar uma data. Ainda de acordo com a associação, eles acreditam que não demorará muito para que os clientes sejam notificados sobre a mudança.

A Visa ainda não deu data, mas enviou um comunicado para a imprensa informando sobre a novidade. De acordo com a companhia, os pagamentos por aproximação alcançaram 7 milhões de transações mensais em dezembro de 2019 e o número tem crescido nos últimos meses, em parte devido à pandemia de COVID-19.

Muita gente passou a adotar os pagamentos por aproximação, fosse por meio dos cartões contactless ou via smartphone com NFC (com soluções como Apple Pay e Samsung Pay). O crescimento do uso de cartões Visa com pagamento por aproximação no país em março foi cinco vezes maior de um ano para outro, segundo a companhia.

A Mastercard também fez um levantamento que apontou para a tendência de crescimento desse método de pagamento com a pandemia. A companhia disse, em um comunicado, que “as transações Mastercard também passarão a ter esse novo limite sem senha a partir da data que será definida pela Abecs”.

Ou seja, a novidade está aí, mas ainda ninguém sabe quando passa a valer de verdade.

Em alguns casos, o usuário não precisa incluir o PIN do cartão para compras em valores maiores do que o permitido porque há uma camada de autenticação no próprio smartphone, por exemplo – geralmente por meio da digital ou pelo FaceID, no caso dos produtos da Apple.