Aparentemente não foram só o Marcos, o Rafael, o Fabrício e o Rodrigo* que compraram o m17x, o todo-poderoso notebook para jogos da Alienware, no Brasil. Arthur Lewis, gerente geral da marca, disse que as vendas excederam bastante as expectativas. O que isso quer dizer em números?

Não sei, e ele também diz que não podia falar. Pressionado por algo mais preciso, limitou-se a falar "algo entre 100 e 100 mil". Brincando, o simpático americano (e obviamente um entusiástico gamer) confidenciou que havia uma certa resistência interna em incluir o Brasil no lançamento global da marca, que aconteceu em junho deste ano. Todo mundo dizia que os impostos eram proibitivos para produtos desse naipe. Mas Arthur insistiu e o Todo Poderoso chegou aqui e a outros 34 países, simultaneamente. "Baseado no que eu sei, o tanto de gente que já tem, não há dúvidas que há pessoas querendo comprar. O produto é muito melhor que a soma das especificações técnicas", acredita.



Quem apostaria, hein? Não que se trate de um mau produto – tive a chance de mexer um pouco mais nele e vê-lo em ação, e é muito impressionante (a bateria dura quase uma hora em Crysis, veja só!). Mas o relativo sucesso no Brasil não deixa de ser impressionante, dado o preço. Aqui o valor inicial passa de 8 mil Reais (e pode custar o mesmo que um carro), mais que duas vezes o preço inicial do mesmo produto nos EUA (US$ 1.799), e quase o dobro do México (convertendo dos Pesos, dá R$ 4.700). Aparentemente há muita gente que não se importa. Isso anima a Alienware a trazer outros produtos para cá (que ainda não podemos revelar). Enquanto isso, veja por exemplo os acessórios como esse teclado todo customizável da foto em cima. Você pode colocar as cores do Brasil para iluminar. Não é lindo? 

No nosso papo em Miami (onde fica a sede da Alienware, que foi comprada pela Dell há dois anos), mostrei pro Arthur a minha lista de compras de peças para montar um desktop que rode Crysis decentemente. E ele me provou que lá nos EUA um desktop da Alienware custa no máximo US$ 200 a mais que a soma das partes de um computador montado caseiramente. Mas que mesmo lá sempre haverá gente que vai preferir montar os computadores, que ele chama de "esnobes da tecnologia". "Vai ter gente que vai olhar para o meu computador e, não importa como estiver configurado, o cara diz que vai fazer melhor, montando e configurando do jeito dele. Esse cara sempre vai existir, e eu o respeito".

* Nomes fictícios. Ou não.

** O Gizmodo viajou a Miami a convite da Dell.