Acusações de violência gratuita ou apelação sexual já são clichê quando o assunto é videogame. Então, se você quer demonizar o nosso passatempo favorito, tenha um pouco mais de originalidade. Veja o pessoal da Igreja Internacional, velha conhecida nossa, por exemplo. A cada dia eles encontram mais conexões entre coisas ruins e os jogos eletrônicos. Para ter uma idéia do nível de maldade das máquinas: elas gritam “Cegaaaa” para senhoras com catarata antes de alguns jogos.

Pastor Silas, aliás, fez um bom resumo das características dos principais videogames:



“(Sobre o Xbox360) Feito pela empresa Microsoft, a mesma do Windows, é voltado para o público adolescente. Seu forte são jogos de tiro, em que, com um realismo incrível, é mostrado sangue, ferimentos, guerra, dor e o ódio. Tem uma trava que só permite um certo tempo de uso. Depois que a trava (3RL) é acionada, é necessário adquirir outro aparelho, dando assim mais lucro à empresa.”

“Metal Gear Solid 4: Cobra, um policial aposentado, vai ao Iraque para vingar a morte de seu irmão. Lá enfrenta uma horda de robôs e seu arquiinimigo, Revólver Ocerote. Uma bobagem, história japonesa fantasiosa e cheia de clichês.”

“(Sobre o Wii) – Também japonês, é voltado ao público infanto-juvenil de 4 à 12 anos e também para mulheres e idosos. Seu controle fálico é uma afronta à moralidade e aos bons costumes, o seu formato de órgão masculino é evidente e o jogador para controlá-lo, tem que chacoalhá-lo, numa clara referência à masturbação.”

Mas para confirmar a nacionalidade de Deus, surge uma luz:

“(Zeebo) Este parece ser um dos únicos vídeo-jogos que se salvam. Ao contrário dos outros, tem jogos em português, é de empresa brasileira e tem jogos construtivos que divertem e ensinam. Há alguns jogos violentos, mas não são todos. Os gráficos e sonoridade são bastante superiores aos outros vídeo gueimes listados acima, pois tem um hardware poderoso, arrojado e dinâmico.”

Penso que o Pastor não viu tanta violência no Zeebo justamente por conta de seus gráficos que impossibilitam uma boa visão, mas isso não é nenhum pecado, acho.

[via Gamer BR e Igreja Internacional]

UPDATE: Sim, é óbvio que a gente sabe que é gozação. Mas parafraseando o Pablo Miyazawa: "Pena que é tudo brincadeira. O importante é entrar no clima, certo? Mas… e se por um acaso, for de verdade? Daí eu chamaria esse cara para trabalhar comigo. Tipo, gênio."

UPDATE 2: Não confundir a Igreja Internacional (fake) com a Igreja Internacional da Graça de Deus, a do R.R. Soares.