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Made in Brazil O desktop ainda está bastante vivo no Brasil, aposta Dell

Ok, o desktop pode estar morrendo, mas no Brasil ele passa bem. A tendência de notes venderem mais que computadores de mesa já é realidade no Chile e Argentina, por exemplo, além da maior parte dos países desenvolvidos. No Brasil? Aqui a caixona ainda é absoluta e representa, de acordo com dados da Dell, 70% das vendas de PCs. O motivo é simples: para o comprador brasileiro, o preço é de longe a característica mais importante de um PC. Diversas fábricas nacionais entraram no mercado nos últimos dois anos, vendendo nas grandes redes varejistas máquinas com configuração bastante defasada a preços lá embaixo. As marcas mais estabelecidas preferiam não competir. Até mês passado, quando a Dell resolveu lançar seu primeiro PC a menos de R$ 1.000.

Ok, o desktop pode estar morrendo, mas no Brasil ele ainda está bem. A tendência de notes venderem mais que computadores de mesa já é realidade no Chile e Argentina, por exemplo, além da maior parte dos países desenvolvidos. No Brasil? Aqui a caixona ainda é absoluta e representa, de acordo com dados da Dell, 70% das vendas de PCs. O motivo é simples: para o comprador brasileiro, o preço é de longe a característica mais importante de um PC. Diversas fábricas nacionais entraram no mercado nos últimos dois anos, vendendo nas grandes redes varejistas máquinas com configuração bastante defasada a preços lá embaixo. As marcas mais estabelecidas preferiam não competir. Até mês passado, quando a Dell resolveu lançar seu primeiro PC a menos de R$ 1.000.

É o Dell Dimension 1000, que já é vendido no site e será agora comercializado em cerca de 3.400 pontos de venda, conforme anunciado no Dell Suites de Miami. "Nós falamos com WalMart, Ponto Frio, Carrefour… Vimos o que os clientes compravam, o que queriam. Este computador é nascido e criado no Brasil especificamente para o mercado brasileiro", afirmou Hans Erickson, gerente geral de produtos para o consumidor da Dell na América Latina. Boa parte do computador é fabricada nas linhas do Eldorado do Sul (RS) e Hortolândia (SP, na foto), o que diminui bastante os impostos.

Aí você pensa: Felipe Massa, Ayrton Senna, futebol, samba… A referência brasileira dos gringos envolve velocidade. Então o Dimension é… Um computador meio lento. A configuração de R$ 899, sem monitor, leva um Semprom 1300, 1 GB de RAM, DVDRW, e um Vista Home Basic. Funciona pro MSN e Orkut e o trabalho pro colégio que a molecada da família sempre diz estar fazendo, mas é só. É uma configuração bem semelhante a uma das 50 empresas que faziam esse tipo de computador pros supermercados até a crise estourar (segundo um executivo da Dell, pelo menos 10 desses concorrentes que se apressaram em entrar no mercado já fecharam as portas ou estão em vias de, como a Amazon PC).

A grande aposta da Dell está na outra configuração do Dimension 1000 que vem com um monitor de 17” a R$ 99 por mês em 12 vezes, pagas diretamente à Dell (tome isso, Casas Bahia!). A melhor versão do Dimension 1000, que já não é tão popular assim, é talvez o melhor custo/benefício:  um processador AMD Athlon X2 7550, 3GB de RAM DDR2 800mhz e 500GB de HD, além do monitor.

A Dell é uma marca famosa e tal, mas a verdade é que o consumidor brasileiro que vai ao supermercado comprar biscoito, pão e computador quer algo barato. E parece nem ligar muito para a questão da assistência técnica. Tanto que nessa linha 1.0 de PCs a empresa abre mão da famosa assistência a domicílio para reduzir um pouco mais o preço (O cliente ainda tem 1 ano de garantia, mas precisa levar o computador nos centros credenciados).

E vocês, acham que na hora de comprar um desktop barato o figura vai pagar uns R$ 100 a mais para uma marca mais estabelecida e uma assistência técnica e garantia confiáveis? Ou esse público-alvo não conhece "marcas estabelecidas"?

* O Gizmodo viajou a Miami a convite da Dell. Mas já voltou.

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