Made in Brazil Samsung mostra novo sistema Bada no Wave. Pra quê?

Se o sistema Android fosse uma pessoa, sofresse um derrame e começasse a se comportar como uma criança, ele balbuciaria coisas tipo BADA. BADA. Na real, não sei onde estava a Samsung com a cabeça ao pensar, lançar e batizar um novo sistema operacional que parece o Android, só que pior em basicamente todos os aspectos - quando ela mesmo pode lançar aparelhos com Android bacanas como o Galaxy. Mas ok, ela quis provar que poderia fazer seu próprio sistema e o Bada, um Linux mobile anunciado em novembro é sim real e está em um celular bastante sexy chamado Wave, lançamento da Samsung aqui em Barcelona. Não fosse pelo Bada, ele seria um celular até bom. 

Se o sistema Android fosse uma pessoa, sofresse um derrame e começasse a se comportar como uma criança, ele balbuciaria coisas tipo BADA. BADA. Na real, não sei onde estava a Samsung com a cabeça ao pensar, lançar e batizar um novo sistema operacional que parece o Android, só que pior em basicamente todos os aspectos – quando ela mesmo pode lançar aparelhos com Android bacanas como o Galaxy. Mas ok, ela quis provar que poderia fazer seu próprio sistema e o Bada, um Linux mobile anunciado em novembro é sim real e está em um celular bastante sexy chamado Wave, lançamento da Samsung aqui em Barcelona. Não fosse pelo Bada, ele seria um celular até bom. 

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Ele foi apresentado aqui na segunda e demos alguns detalhes já. Recapitulando, para as pessoas viciadas em especificações técnicas, o Wave é um delírio. Processador de 1 GHz, tela de 3,3” Super AMOLED (com o melhor contraste que eu já vi); Wi-Fi padrão n, significativamente mais rápido, assim como o novo Bluetooth 3.0. Ele roda Flash (não flash lite), grava e reproduz vídeo em 720p, tem rádio FM e é levinho. Fantástico, não?

Pena que a interface seja tão meia-boca comparada com a concorrência. O Bada parece uma cópia descarada do Android, mas é bem mais lenta (quando se tem widgets e mais aplicativos) e recupera dados da internet terrivelmente devagar, apesar de todo o potencial. O navegador também não ajuda, a lista de contatos parece saída do Symbian (e isso não é um elogio) e os ícones são parecidos com o do iPhone, se fossem coloridos por uma criança.

Outro problema: por ser um novo sistema operacional, a Samsung tem de crer que haverá desenvolvedores fazendo os fundamentais aplicativos. No seu estande no Mobile World Congress, havia uns 20 aplicativos diferentes sendo mostrados, nenhum especialmente interessante. Boa parte era em flash, como uns três joguinhos – e isso pode dar alguma esperança ao Bada, já que seria tecnicamente mais fácil portar coisas do PC. Mas o cliente do Twitter, por exemplo, era pior que a solução para Android, que é pior que a do iPhone. Qual é o sentido, então?

Pra não dizer que eu odiei tudo, a lista de contatos (boring) tem um recurso bacana, que mostrei no vídeo aí: passe o dado para direita em cima de um nome e ele liga, para a esquerda e você começa a escrever um SMS. Fantástico. 

Talvez eu esteja sendo meio duro: o Wave pode até ser um sucesso dependendo de como se posicionar quando chegar ao mercado, em abril. Se for um pouco mais em conta (não há informações oficiais sobre o preço), ele pode ser vendido como uma atualização do Jét: um feature phone focado em multimídia bastante capaz. Se ela quiser brigar com smartphones, o Bada precisa comer bastante feijão, porque se nem com um dos pedaços de hardware mais sensacionais do mundo ele funciona direito.

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