Brasil e Itália jogam hoje na Copa das Confederações. A Copa da torcida demasiadamente animada com suas cornetas chatas pra c*, e a Copa na qual a Fifa basicamente decidiu que futebol é um esporte low-tech, onde avanços tecnológicos não entram, sejam eles jogadores ciborgues, pontos eletrônicos ou monitores do lado do gramado.

Na segunda-feira tivemos o apertado jogo Brasil x Egito, e rolou polêmica sobre um pênalti a favor do Brasil, quando o juíz marcou escanteio, e logo depois mudou de ideia dizendo que um jogador egípcio tocou a bola com o braço na grande área. A seleção do Egito reclamou com a Fifa não do pênalti (era claro, pelas imagens, que havia sido), mas que o juíz só tomou essa decisão baseado num vídeo que o quarto árbitro teria mostrado a ele. Apesar de rejeitar a reclamação dos egípcios, a Fifa proibiu esta semana monitores de TV perto do gramado.

A pergunta que o Brasil continua a se fazer é: por que Gilberto Silva o futebol é o único esporte que simplesmente não aceita a ajuda tecnológica?

A história é longa, e controversa: Em 2005 o técnico Luxemburgo usou um ponto eletrônico para se comunicar com alguns jogadores em campo, o que gerou um rebuliço total e o jogo quase foi anulado. Outra coisa é a bola com sensores dentro, que mostrariam em lançes difíceis se a bola entrou ou não no gol, que já está sendo testada pela Fifa e talvez seja utilizada na próxima copa. No vôlei a bola já está sendo utilizada, inclusive no Brasil.

O futebol americano segue um caminho oposto. Além dos quarterbacks terem pontos, o uso de vídeo está nas regras, e sempre há ao menos três câmeras focando diferentes ângulos do mesmo lance. Quando rola dúvida já tem um estande no canto do gramado pronto com o replay. Isso tira a autoridade do juiz?