A suspensão se deve a uma série de falhas no serviço da Telefônica nos últimos 12 meses, da interrupção do Speedy em julho do ano passado, à grave pane em março (que deixou muita gente sem internet, ou com serviço parcial, até abril) e a pane no serviço de telefonia fixa, semana passada. Some a isso instabilidades na rede, DNS capenga e velocidade abaixo e o ridículo pedido de desculpas da empresa, e parece que temos um alvo fácil para um órgão de regulação que queira trabalhar um pouco mais duro. O que a Anatel está dizendo é algo basicamente na linha do "se você não consegue oferecer um serviço, não pode vender." O que faz totalmente sentido pra mim. Segundo a Folha, o valor da multa por descumprimento à punição será bem alto.

Caso a operadora descumpra qualquer item do despacho, será multada em R$ 15 milhões. Além disso, a agência fixa também um valor (R$ 1.000) para cada unidade do Speedy vendida e habilitada durante a vigência da proibição.

A agência também determinou que a operadora informe os clientes, com a seguinte mensagem, que o produto está suspenso: "Em razão da instabilidade da rede de suporte Speedy, a Anatel determinou a suspensão, temporariamente, da sua comercialização".

O prazo dependerá da agilidade da Telefônica em apresentar à agência um plano que garanta a estabilidade, mas a agência prevê 30 dias.

Ainda segundo o jornal, a Telefônica deve se pronunciar quando for avisada pela Anatel.

Isso parece muito bom pra ser verdade, mas estamos esperançosos. Se a moda pega, que outras empresas vocês acham que deveriam ser suspensas de venderem seus produtos até ter condições de entregar o serviço decentemente? Penso imediatamente em algumas companhias de celulares que vendem acesso 3G em São Paulo mesmo que o sinal de alta velocidade cubra uma pequena parte do município. Quem você acha que a Anatel deve correr atrás agora? [Folha]