Gioacchino Gammino, ex-integrante de máfia da Sicília e um dos criminosos mais procurados da polícia italiana, foi preso na cidade espanhola de Galapagar, após 20 anos foragido. E a forma como ele foi identificado é que mais chama a atenção: policiais chegaram até o criminoso após reconhecê-lo em uma imagem do Google Street View.

Gammino foi preso pela primeira vez em 1984, e era procurado por vários crimes relacionados à máfia. O mafioso foi preso pela segunda vez em Barcelona, em 1998. Ele cumpria prisão perpétua em Roma, quando, em 2002, conseguiu escapar enquanto um filme era gravado na prisão.

Mesmo com os esforços das equipes de investigação ao longo dos anos, o mafioso, que hoje tem 61 anos, conseguiu se esconder por duas décadas. Ele vivia em Galapagar, próximo à Madri, e era conhecido por Manuel. Lá, ele se casou e trabalhava como chef, além de ser dono de uma quitanda.

Mas uma imagem captada pelo Google Maps, no qual Gioacchino aparece conversando com uma segunda pessoa em frente a uma loja chamada “El Huerto de Manu”, acabou o entregando.

Como o rosto das pessoas fica desfocado nas fotos da plataforma, uma placa foi fundamental para a solução do paradeiro de Gammino. Sua identidade foi confirmada quando a polícia encontrou uma página no Facebook de um restaurante chamado Cocina de Manu, especializado em receitas da cozinha siciliana, que ficava próximo ao estabelecimento visto no Google Maps. 

Fotos de Gammino com roupas de chef foram postadas no perfil, e ele foi identificado por uma cicatriz no queixo. Além disso, associaram o fato de o cardápio do restaurante ter um prato chamado “Cena Siciliana”, em referência à ilha italiana. 

Gammino foi preso em 17 de dezembro de 2021, mas os detalhes de sua captura só foram divulgados na última quarta-feira (5).

“Não é como se passássemos nossos dias vasculhando o Google Maps para encontrar fugitivos. Foram muitas e longas investigações anteriores que nos levaram à Espanha. Estávamos em um bom caminho, com o Google Maps ajudando a confirmar nossas investigações”, disse o promotor Francesco Lo Voi, em entrevista ao jornal The Guardian.

O mafioso está sob custódia na Espanha e a polícia italiana espera-o de volta à Itália até o final de fevereiro.