Um estudo da MPAA (Associação cinematográfica dos EUA, vulgo a entidade que processa pirateiros) aponta que 55% da população urbana brasileira assistiu algum filme pirata ano passado. E 45% das pessoas que já moraram na cidade assistiram alguma coisa a partir de um DVD pirata. Só 28% foi ao cinema.

Visto a onipresência de barraquinhas com DVDs piratas e vendedores ambulantes com os últimos lançamentos que mal chegaram ao cinema, os resultados do estudo, divulgado com exclusividade pela Folha neste fim de semana, não são exatamente surpreendentes. A MPAA diz que as perdas para o setor no Brasil são de R$ 4 bilhões, na conta básica que esses grupos fazem, que imagina que uma pessoa que comprou um DVD pirata pagaria por uma cópia original ou iria ao cinema necessariamente.

Imaginando que a pesquisa esteja correta (a MPAA é parte interessada em fazer com que o cenário seja tenebroso), os dados não mostram algo muito surpreendente, mas nos lembra que a modalidade de baixar em torrents, fileuploads e usenets da vida não são tão comuns como algumas pessoas mais tecnófilas imaginam. É o disquinho pirata, vendido a até 2 Reáu por aí, a principal forma de acesso dos brasileiros à sétima arte, e isso já está entranhado na cultura: o desafio da indústria de vender conteúdo legal para as pessoas por aqui é grande.

Ou seja: acelerem a instalação do Netflix aqui , por favor.  [Folha]