Um pequeno mamífero desligou o maior experimento científico do mundo. O Grande Colisor de Hádrons (LHC, no inglês) ficou sem energia durante a noite de quinta-feira (28), depois que um animal resolveu morder um cabo de força de 66 kilovolts. Inicialmente, pensava-se que era um furão, porém o CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear) posteriormente disse que tratava-se de uma fuinha.

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Não e a primeira vez que o LHC, um supercondutor de 27 quilômetros que colide átomos na velocidade da luz, tem problemas por causa de bichinhos pequenos e fofos. Em 2009, houve falta de energia após um pássaro ter derrubado um pedaço de pão em um sistema elétrico crítico. Embora o incidente tenha sido confirmado na época por fontes, o LHC e o CERN disseram que era uma história inventada.

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O Grande Colisor de Hádrons

“Essa foi uma história dita por outros, mas nós nunca soubemos exatamente o que aconteceu”, disse Arnaud Marsoliier, porta-voz do CERN, à New Scientist sobre o episódio do pão. “Ficamos em um lugar afastado e há animais selvagens por aqui.”

Independente do que fez o colisor ter problemas dessa vez e na anterior, fica claro que o LHC é um experimento extremamente sensível. A NPR diz que levará alguns dias para o CERN reparar o transformador danificado, e que o LHC pode ainda não estar completamente operacional até o meio de maio.

A falta de energia ocorreu enquanto o CERN estava preparando para coletar dados sobre o Bóson de Higgs, uma nova partícula elementar que foi descoberta em 2012. Embora seja frustrante ouvir que uma pequena criatura conseguiu novamente arruinar temporariamente nosso plano de desvendar os segredos do universo, não há vencedores nessa história. O corpo carbonizado da fuinha foi encontrado no local.

[NPR | New Scientist]

Foto do topo mostra uma fuinha. Crédito: Wikimedia