O pesquisador de segurança que ficou famoso por ajudar a parar o ataque de ransomware WannaCry em 2017, Marcus Hutchins, foi condenado a um ano de liberdade condicional e detração penal (o tempo que ele já passou preso preventivamente é considerado parte da sentença e ele não precisa mais ficar preso). Ele confessou sua culpa em acusações relacionadas a outros malwares anteriormente neste ano.

“Incrivelmente grato pela compreensão e clemência do juiz, pelas maravilhosas cartas de apoio que todos vocês enviaram e por todos que me ajudaram nos últimos dois anos, tanto financeiramente quanto emocionalmente”, o pesquisador britânico tuitou na tarde de sexta-feira. Ele ainda agradeceu a sua equipe de advogados, que ele disse que o representou pro bono.

Hutchins foi preso em Las Vegas em 2017, apenas alguns meses depois do WannaCry, sob acusação federal de criar o malware Kronos, que pode ser usado para roubar informações bancárias. Ele recebeu quatro acusações adicionais que substituíram as anteriores no ano passado, elevando o número total de acusações contra ele para 10.

Hutchins enfrentaria até 10 anos de prisão e potencialmente centenas de milhares de dólares em multas por criar e vender o malware. Ele aceitou um acordo judicial em abril, no qual oito das dez acusações foram retiradas.

“Como vocês podem estar cientes, eu admiti ser culpado de duas acusações relacionadas a escrever malware nos anos anteriores à minha carreira em segurança”, disse Hutchins em um comunicado na época. “Eu me arrependo dessas ações e aceito total responsabilidade pelos meus erros. Tendo crescido, desde então tenho usado as mesmas habilidades que usei há vários anos para fins construtivos. Vou continuar dedicando meu tempo para manter as pessoas seguras contra ataques de malware.”

Desde o WannaCry, Hutchins se consolidou como um respeitado pesquisador no campo da cibersegurança. De acordo com o TechCrunch, o juiz JP Stadtmueller levou em conta seu trabalho recente e disse que “é necessário pessoas como [Hutchins] com suas habilidades para desenvolver soluções, porque é a única maneira de eliminarmos todo essa questão de protocolos de segurança totalmente inadequados”.