O diodo é um pequeno dispositivo eletrônico que permite que a corrente elétrica flua em uma direção com facilidade, mas não na outra. É parte fundamental dos eletrônicos modernos e o menor diodo do mundo acabou de ser fabricado a partir de DNA.

O novo diodo foi criado por pesquisadores da Universidade Ben-Gurion do Negev, em Israel, e da Universidade da Geórgia, nos EUA. Não existe um diodo perfeito, claro. Em um mundo ideal, corrente infinita poderia fluir pelo componente em uma direção e zero na outra; no mundo real, os dispositivos não podem carregar corrente infinita e sempre permitem que pelo menos um pouco passe na outra direção também.

Ele foi feito a partir de um filamento único de DNA que tem apenas 11 pares de base de comprimento com uma pequena molécula chamada coralina inserida em pontos estratégicos pela sua extensão. A configuração cuidadosamente projetada permite que o pedaço de DNA funcione como um diodo, possibilitando a uma corrente 15 vezes maior fluir em uma direção e não na outra. A pesquisa foi publicada na Nature Chemistry.

Quão bem o diodo funciona depende  em partes, ao menos  da relação entre a corrente para frente e para trás. Este de DNA não impressiona nesse sentido como outros diodos de molécula única que já foram mostrados no passado. Uma equipe da Universidade de Columbia, nos EUA, recentemente criou um que permite que apenas 1/250 da corrente flua no sentido contrário através dele.

Mas o novo dispositivo ganha o título de “menor do mundo”, o que significa que ele permite encolher ainda mais sistemas eletrônicos modernos até um nível molecular — e isso é animador pra caramba.

“Nossa descoberta pode levar ao desenvolvimento e construção de elementos eletrônicos em nanoescala que serão pelo menos 1.000 vezes menores que os componentes atuais”, disse Bingqian Xu, um dos autores do estudo.

[Nature Chemistry via EurekAlert]