A Motorola anunciou o Droid 4 apenas seis meses depois do Droid 3. A HTC esperou só quatro meses para lançar um sucessor do Sensation 4G nos EUA, um aparelho quase igual ao modelo anterior. Ter escolhas é algo bom, mas opções em excesso e semelhantes demais só confundem. Talvez você discorde, mas até as fabricantes pensam assim: Samsung, HTC e Motorola querem lançar menos modelos de smartphones em 2012.

O fato surgiu em editorial do Joshua Topolsky no The Verge. Na feira CES, conversando com grandes fabricantes de celulares, ele perguntou se as empresas não estavam simplesmente ignorando a demanda dos consumidores ao lançar aparelhos um atrás do outro sem grandes mudanças. “Estamos criando demanda quando ela não existe?”, pergunta Joshua.

A HTC foi direta ao dizer que “é um objetivo para nós” lançar menos aparelhos. A Samsung foi relutante em concordar, mas acabou dizendo que “deveria haver um avanço voltado para a otimização, a total proliferação de SKUs [modelos de gadgets] é um problema” – mas, como lembra a Samsung, “esta é a indústria onde estamos no momento”. A Motorola também resistiu, mas revelou que iria trazer menos modelos de smartphones este ano, além de reduzir a “inovação incremental” presente hoje no mercado (o que me fez lembrar do Atrix 2).

Para os consumidores – principalmente os americanos – o excesso de escolha já virou um problema, segundo a Gartner. E o que isso significa para nós? A discussão continua no The Verge, mas a tendência de menos modelos, se chegar mesmo, veio para ficar. Como diz Ryan Biden da Samsung, “as coisas vão se nivelar. A elegância vai substituir a força bruta.” Leia mais: [The Verge]

Foto por Paul Jacobson/Flickr