Durante anos a Microsoft estudou o desenvolvimento de teclados adaptativos, mas acabou deixando isso de lado muito antes de a Apple incluir a Touch Bar no novo MacBook Pro – mas ela abandonou a ideia quando começou a apostar nas touchscreens.

[Hands-on] O novo MacBook e sua promissora barra Touch Bar

A Microsoft começou a explorar a área de hardware adaptativo em 1999. Ela estudou o desenvolvimento de projetores e touchscreens que se adaptassem ao que o usuário estava fazendo, e acabou chegando a um teclado capaz de exibir opções baseado no contexto. É um conceito bem parecido com o usado pela Apple na Touch Bar. Dependendo do que o usuário fazia na tela, o teclado podia mudar entre teclas de funções ou de ações.

Em 2009, os pesquisadores começaram a desenvolver um teclado dentro de um projeto que ficou conhecido como “Adaptive Keyboard”. Ele incluía um teclado tátil com uma tela por baixo, e as teclas programáveis apareciam no topo do teclado, acima das teclas convencionais. Uma demonstração da tecnologia foi feita em 2010, e há inclusive um vídeo de quase 10 minutos no YouTube mostrando como ele funcionava:

Enquanto a Touch Bar da Apple fica restrita a uma barra acima das teclas convencionais, o projeto da Microsoft também possibilitava alterar o teclado QWERTY – as teclas mudavam de função dependendo do contexto, servindo como forma de substituir os atalhos de teclado do Windows. A Microsoft buscava aplicações para o teclado que ajudassem a melhorar a produtividade na frente do computador. A tela extra exibiria, por exemplo, aplicativos, músicas, sites e documentos acessados recentemente.

Mas por que o projeto foi engavetado? Basicamente por causa das touchscreens. Foi isso o que explicou o pesquisador da Microsoft Steven Bathiche ao The Verge no Twitter: quando a Microsoft decidiu apostar nas touchscreens, ela preferiu abandonar o projeto do teclado adaptativo. Enquanto hoje a Apple dedica um pedaço do seu teclado para funções extras, a Microsoft já enxerga a tela inteira como uma interface de entrada, e produtos como o Surface Studio mostram bem isso.

[The Verge]