Em 2015, a Microsoft demitiu 7.800 pessoas. Em maio, a empresa anunciou que mandaria embora outros 1.850, a maioria das pessoas trabalhavam para a Nokia, que foi adquirida em 2013 pela empresa de Redmond.

Microsoft desiste de fazer smartphones para consumidores
Este é o Nokia McLaren, um smartphone com Windows Phone e 3D Touch que foi cancelado

Em seu relatório trimestral 10-K registrado na SEC (a “Comissão de Valores Mobiliários” dos EUA), a Microsoft anunciou outra leva de demissões: “além das 1.850 que foram anunciadas em maio de 2016, cerca de 2.850 vagas serão cortadas durante o ano.”. E adivinha de qual setor são? A maioria da divisão móvel vai passar por uma restruturação.

De acordo com o Recode, isso significa que a “Microsoft essencialmente acabou com toda a divisão móvel da Nokia”, um negócio pelo qual a companhia pagou US$ 7,2 bilhões.

Isso faz sentido considerando que os dispositivos Windows Phone não tiveram muita popularidade, apesar de serem aparelhos interessantes e com uma interface que destoava dos concorrentes. O fato é que a Microsoft não conseguiu concorrer no mercado de smartphones em função de sua loja de aplicativos com poucas opções. Agora, a empresa tem praticamente limpado os estoques de aparelhos Lumia.

Na parte móvel, por ora, a empresa tem investido no desenvolvimento de aplicações, geralmente com inteligência artificial, para as plataformas Android e iOS. Além disso, existe a esperança de que a empresa lance um Surface Phone, porém só em 2017.

Mesmo assim, mandar embora 12,5 mil funcionários em menos de dois anos, não parece um aspecto muito positivo para uma empresa.

[Recode]

Foto do topo: Satya Nadella, CEO da Microsoft, durante apresentação na conferência Build. Crédito: Eric Risberg/AP