Porque, segundo o MPF, é absurdo impedir o livre fluxo de informação na internet. Ailton Benedito, procurador regional dos Direitos do Cidadão, diz em seu parecer: “É absolutamente irracional, desde a pressuposição de convivência em sociedade aberta, constituída sobre os alicerces de liberdade, que se divise alguma possibilidade de se impedir o livro fluxo de informações pela internet”.

A AGU pede que as contas do Twitter acusadas em Goiás sejam suspensas – antes mesmo que o caso seja analisado – e propõe multa diária de R$ 500.000 para quem não respeitar a decisão. Todo o caso está se desdobrando em Goiás, mas “pode haver o efeito para todo o país, vai depender do que o juiz decidir”, explica Luís Fernando Teixeira Canedo, advogado da União em Goiás.

A meu ver, esta parece uma briga entre direitos (liberdade de informação) e deveres (não dirigir bêbado). Qual lado vai prevalecer? A Justiça vai decidir. [G1]