O R2-D2 é um dos mais amados personagens não-humanos da história do cinema, mas ele não foi obra de apenas uma pessoa. Seu designer foi Ralph McQuarrie, e Kenny Baker ajudou a dar vida a ele, mas foi Tony Dyson que teve a árdua tarefa de construir R2 como um robô real. E Dyson morreu na última sexta-feira, 4, aos 68 anos de idade.

Dyson era o dono da White Horse Toy Company no Reino Unido. Em meados dos anos 70, quando George Lucas iniciou a produção de Star Wars, ele foi até Dyson para transformar a arte de McQuarrie em algo real. Abaixo o modelo original de R2-D2, de 1977, postado pelo próprio Dyson no Twitter há alguns anos:

Para construir R2, Dyson usou a mesma técnica que a sua empresa usava em cavalos de balanço. Foram oito droids construídos para a franquia – incluindo versões de controle remoto, duas versões nas quais Kenny Baker podia sentar e controlar, além do modelo feito especialmente para ser jogado nos pântanos de Dagobah em O Império Contra-Ataca.

Não foi ele o criador dos modelos do R2-D2 usados em O Despertar da Força, mas Dyson teve a sua contribuição também para o sétimo filme da série: dois designers foram selecionados a partir de um clube de construtores de robôs criado por Dyson no Reino Unido.

Dyson realmente viveu de robôs: após R2-D2, ele também trabalhou em inteligência artificial e robótica, desenvolvendo robôs para Sony, Toshiba e outras empresas.

Mas o trabalho que realmente dava orgulho a ele era o de R2 – e é fácil de entender, considerando a popularidade não apenas da série como também do personagem.

[BBC News via io9]

Imagem: Tony Dyson via Facebook