"Morro", o antivírus da Microsoft (o OneCare, o outro antivírus da empresa, morreu agora em junho) deve chegar "logo" à versão beta, antes de ser lançado no fim do ano de graça. Eu e você estamos rindo. A Symantec e a McAfee, nem tanto.

O Live OneCare foi um fracasso porque era pago; o "Morro" é de graça, e se for bom o suficiente para proteger contra os malwares mais comuns, quem vai querer pagar 100 reais pra Symantec pelo novo Norton? As pessoas gostam do que é barato se for bom, mas gostam de coisas gratuitas se for pelo menos decente — por isso é engraçado ver Janice Chaffin, presidente da divisão para consumidores da Symantec, dizer que "um pacote completo de segurança na Internet é o que os consumidores precisam hoje para estarem completamente seguros".

A única coisa que salva os fabricantes de antivírus é o fato de a Microsoft não incluir o Morro no Windows — provavelmente só porque ela não pode, depois que constantes ameaças de violar leis antitruste levaram a empresa a remover outros aplicativos do sistema operacional. Para mim, segurança é um componente fundamental de qualquer SO, então se existe algum programa que a Microsoft deva incluir no Windows, é um antivírus.

E afinal, por que o antivírus se chama "Morro"? Novamente a Microsoft faz referência ao Brasil ao nomear seus produtos: antes o Project Natal, agora o "Morro", em referência à praia do Morro de São Paulo (que fica, obviamente, na Bahia).