Qualquer pessoa que vá a uma praia sabe que ficar algum tempo na areia significa ter que gastar muito mais tempo depois tentando tirar a areia do corpo. A areia simplesmente gruda em tudo. Mas por que ela não gruda nos jogadores de vôlei de praia das Olimpíadas? É que nos Jogos se usa uma areia especial e altamente regulada.

De acordo com a Reuters, a areia usada nas partidas de vôlei de praia das Olimpíadas é extremamente regulada — “sem pedrinhas ou conchas, nem muito grossa nem muito compacta, não muito fina para não grudar nos corpos dos atletas.” Se isso lhe parece a areia mais sensacional do mundo, é porque ela provavelmente é.

Esse negócio de areia das Olimpíadas é uma ciência. Em 2008, para os Jogos Olímpicos de Pequim, a areia era importada do Havaí chinês (Hainan, China) e regada e rastelada regularmente para evitar que ela ficasse muito compactada. Mas e se eles usassem ciência de verdade para desenvolver uma areia sintética? Segundo a grande fonte da Internet:

“O elemento mais comum da areia no interior dos continentes e em áreas costeiras não tropicais é a sílica, geralmente na forma de quartzo. A segunda forma mais comum é o carbonato de cálcio, por exemplo a aragonita, que tem sido criado em sua maioria, há mais de meio bilhão de anos, por várias formas de vida como crustáceos e moluscos.”

Seria um esforço laboratorial gigantesco que provavelmente não faria sentido econômico (para o futuro próximo, pelo menos). Recriar a areia artificialmente (quebrando vidros, talvez?) é definitivamente mais difícil do que contratar uns caras para ficaram rastelando e rastelando e rastelando a areia para que ela permaneça fina. De qualquer forma, eu queria muito rolar na areia olímpica para ver se ela não gruda mesmo. [Reuters via Fourth Place Medal]