NASA lança com sucesso a espaçonave rumo a um asteroide

Uma cápsula da NASA partiu para o espaço, completando o primeiro passo de uma viagem de sete anos que nos trará algo valioso: a poeira de um asteroide.

Uma cápsula da NASA partiu para o espaço sem problemas na noite desta quinta-feira (8), completando o primeiro passo de uma viagem de sete anos que nos trará algo bem valioso: a poeira de um asteroide.

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A decolagem ocorreu no Cabo Canaveral, não muito longe do local onde explodiu o foguete da SpaceX. Houve alguma preocupação que o dano residual do foguete destruído poderia atrasar a viagem da OSIRIS-Rex. Mas, depois de uma análise, a NASA declarou que a cápsula estava pronta para ser lançada como programado.

O foguete Atlas V levando a nave decolou sem problemas logo no início de sua janela de lançamento de duas horas – você pode assistir ao lançamento abaixo:

Com uma decolagem bem-sucedida, a viagem ainda estava longe de terminar. A nave estava programada para se separar logo após às 21h (horário de Brasília), o que ocorreu com sucesso às 21h04.

Depois, a NASA fez uma verificação para garantir que a nave espacial estava bem, e às 22h30, a agência relatou que a sonda OSIRIS-REx está se comunicando com o controle em terra como esperado, e o lançamento correu conforme o planejado – o pesquisador-chefe Dante Lauretta descreveu tudo como “exatamente perfeito”.

Agora temos que esperar mais sete anos até que a cápsula traga de volta algumas colheres da sujeira do asteroide Bennu, talvez respondendo algumas perguntas sobre como a vida começou aqui na Terra.

Em 2023, a poeira coletada pela missão OSIRIS-Rex no asteroide Bennu voltará à Terra em uma cápsula especial, contendo a maior quantidade de amostras extraterrestres que a NASA recebeu desde as missões Apollo.

Teremos algo para amenizar a espera até lá, no entanto, incluindo uma missão de mapeamento que durará dois anos – segundo cientistas da NASA, isso nos dará um mapa com resolução tão alta que seríamos capazes de detectar uma moeda de um centavo no asteroide.


Fotos por JEFF Spotts/ULA e NASA

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