por Christina Warren

A versão em miniatura do NES anunciada em julho é incrível e certamente será um sucesso de vendas neste Natal. Mas o que tem dentro dele? Peter Brown, do GameSpot, abriu a reedição do console e encontrou um pequeno computador com Linux.

O pessoal do Reddit dissecou a foto e deu palpites sobre cada componente:

Sistema-em-um-chip: Allwinner R16 (processador quad-core Cortex A7, chip gráfico Mali400MP2)
RAM: 256 MB DDR3 da SKHynix
Armazenamento: Spansion 512MB em flash SLC NAND, TSOP48
Unidade de gerenciamento de energia: AXP223

São componentes básicos e baratos, o que é esperado para a miniatura de um console que custa só US$ 60. Mas ele é surpreendentemente poderoso se lembrarmos que o processador original do NES era um MOS 6502 de 1,79 MHz.

Comparar o ARM Cortex A7 com o velho MOS 6502 em termos de velocidade e poder exige algum esforço. A performance não é baseada estritamente no clock – o novo processador tem um clock pelo menos 1.000 mais rápido do que o original, pra gente ter ideia. Mas não é só isso que precisamos levar em consideração.

Uma maneira comum – ainda que imperfeita – de medir performance computacional é em milhões de instruções por segundo (MIPS). Com base nos dados desta tabela, podemos observar que o processador utilizado no NES original conseguia atingir 0,43 MIPS, enquanto o processador do Cortex A7 chega a 2.850 MIPS.

A partir dessa medida, podemos dizer que o Cortex A7 pode ser mais que 5 mil vezes mais rápido – e lembre-se, são quatro núcleos Cortex A7 no NES Classic Edition. No entanto, não sabemos a velocidade do clock, então não temos um número 100% preciso.

Em outras palavras, é incrível o que os engenheiros da Nintendo conseguiram fazer, décadas atrás, com poucos recursos computacionais. E agora que a performance está tão barata, cadê o Super NES Classic Edition?

[PCMag]

Foto por Alex Cranz/Gizmodo