O Netflix chegou ao Brasil em setembro de 2011. Desde então, eles acrescentaram mais conteúdo, mais legendas, e maior suporte a dispositivos e formas de pagamento – até boleto bancário. Durante esse tempo, a assinatura permaneceu em R$14,99… mas isso vai mudar.

No e-mail que o Netflix disparou a seus assinantes, está o aviso de que a assinatura subiu para R$16,90. Este aumento vale desde já para novos clientes, mas só começa em agosto para quem já era assinante:

Para continuarmos adicionando ainda mais filmes e séries de TV, estamos ajustando o preço da assinatura de R$14,99 para R$16,90, entrando em vigor imediatamente para novos assinantes. Como valorizamos o fato de você estar entre nossos primeiros assinantes no Brasil, manteremos o preço antigo para você por 4 meses. Seu preço continuará R$14,99 até sua cobrança a partir de 1º de agosto de 2013, contanto que você não cancele a assinatura atual.

O aumento do preço podia estar ligado a uma medida da Ancine (Agência Nacional do Cinema) – o Netflix diz, no entanto, que este não é o caso. (Veja o comunicado abaixo.) Em julho, a agência decidiu que cobrará o tributo chamado Condecine pela exibição por streaming de filmes e séries no Brasil. Serviços como o Netflix terão que pagar R$3.000 por cada filme e R$750 por capítulo de série, para um direito de exibição de 5 anos. O valor é maior do que o se cobra das TVs por assinatura.

O aumento de R$1,90 talvez não fosse grande coisa se o catálogo do Netflix fosse bem robusto no Brasil, o que não é o caso. São cerca de 1.800 filmes e 400 programas de TV, segundo levantamentos não-oficiais do Filmes Netflix e Navegador Netflix. No entanto, ainda fica a imagem de “Sessão da Tarde”, já que títulos recentes demoram a chegar ao serviço.

Só que, por enquanto, os concorrentes em streaming que surgiram no país – como Claro Vídeo e Vivo Play – também não se destacam muito em catálogo, apesar de oferecerem títulos mais recentes para locação avulsa.

O Vivo Play cobra R$9,90 por mês até maio (depois R$19,90) pelo acesso ilimitado ao catálogo com “3.000 horas de conteúdo”; e há a Locadora com títulos mais recentes, que você aluga de forma avulsa. O Claro Vídeo faz algo semelhante: você paga pelo acesso ao catálogo, mais R$6,90 por cada lançamento que alugar. O acesso ao catálogo custa R$ 6,90 (acervo básico) ou R$14,90 (acervo completo, mas sem lançamentos).

Nos EUA, quando ocorreu o último aumento na assinatura – em setembro de 2011 – o Netflix perdeu 800.000 assinantes, a primeira queda em anos. (Isto também está associado à intenção do Netflix em separar o serviço de streaming do aluguel de DVDs, que acabou não se realizando.) Talvez seja difícil ver o impacto no Brasil, no entanto: o Netflix não revela números de assinantes por aqui. Você vai assinar, ou continuar assinando?

ATUALIZAÇÃO: em comunicado, a empresa diz que o aumento da mensalidade não está relacionado ao Condecine, e lembra que precisa pagar estúdios e distribuidores para trazer mais conteúdo ao catálogo brasileiro.

O aumento do preço não está associado ao tributo Condecine, cobrado pela Ancine (Agência Nacional do Cinema). A Netflix está estudando as regras propostas e as potenciais implicações do tributo, mas até agora isso não teve impacto no serviço ou no preço.

A empresa está sempre comprometida em aperfeiçoar o serviço e oferecer a melhor experiência possível para os assinantes. Desde que chegamos ao Brasil, nós triplicamos o número de filmes e episódios de programas e séries de TV disponíveis no catálogo. Também aumentamos a lista de equipamentos compatíveis com o serviço, dando aos usuários brasileiros a chance de escolher entre diversas telas. Para continuarmos trazendo mais e mais conteúdo de qualidade para a Netflix, nós precisamos, ainda, investir em contratos com os principais distribuidores e estúdios.