A Nikon 1 V2 é uma revisão total da sua antecessora. A empresa espera que o sensor de maior resolução, o corpo maior e funções amigáveis para amadores tragam uma legião de novatos aspirantes a fotógrafos que trocam lentes e carregam acessórios. Pelo menos, é o que eu acho: caso contrário, esta câmera não tem muito sentido em existir.

Quando a Nikon entrou no mercado de câmeras mirrorless com lentes intercambiáveis, no ano passado, ela trouxe as duas primeiras câmeras Nikon 1. Foi uma aposta, para o desgosto dos fãs da Nikon, em um sensor com tamanho menor.

Os sensores CX de 13,2 x 8,8 mm são pequenos. Os sensores micro-quatro-terços e APS-C nas câmeras da concorrência são, respectivamente, duas e três vezes maiores. Não importa se você gosta dos truques que a Nikon tenta fazer com processamento de imagem, essa disparidade enorme no tamanho do sensor coloca as câmeras Nikon 1 em uma enorme desvantagem. Em especificações, essas câmeras eram uma causa perdida.

A única explicação possível para essas especificações é que, em vez de maximizar a qualidade possível de imagem, a Nikon está a fim de maximizar a experiência de tirar fotos. Ou seja, ela quer fazer as pessoas se sentirem como profissionais, mesmo que não sejam.

Vamos começar pelo corpo da câmera, que foi remodelado para parecer mais com uma DSLR, e dar a sensação de uma. A Nikon 1 V2 tem uma grande pegada texturizada que dá ao corpo uma sensação mais pesada, mais profissional do que a V1 do ano passado, que tinha um corpo magro como uma point-and-shoot. O seletor de modo também foi movido: antes ficava numa posição estranha, na parte de trás, e agora está ao lado do botão do obturador. Como antes, há uma mira eletrônica de alta resolução.

Quanto aos componentes, a mudança mais notável é o novo sensor de 14,2 megapixels na V2, em vez do sensor de 10,1 megapixels na V1. O tamanho do sensor, no entanto, continua o mesmo: pequeno. Ou seja, mais pixels significam pixels menores. Isso pode prejudicar a capacidade do sensor em capturar a luz, mas a Nikon afirma que o sensor é ainda melhor do que antes: a câmera chega à sensibilidade máxima de ISO 6400 (em vez de 3200 no modelo anterior). Mas, novamente, a teoria diz que a qualidade de imagem nesta câmera será pouco para a concorrência. E o histórico da V1 não ajuda: em nosso Battlemodo de câmeras compactas com lentes intercambiáveis, a Nikon 1 ficou em último lugar.

Mas a V2 não é para nerds de pixel: é para quem não sabe diferenciar um sensor de imagem do outro. Por isso a câmera vem cheia de funções para facilitar a captura de fotos. Ano passado, a Nikon 1 trouxe o Motion Snapshot, que grava vídeos curtos em câmera superlenta. Isso não é para profissionais, eu acho, mas ainda assim é bem legal. Agora temos o modo “Captura do Melhor Momento”, que poderia muito bem ser chamado de modo “Eu nem sei o que eu tô fazendo”. O recurso literalmente desacelera o que está acontecendo à sua frente para você escolher a melhor foto em modo contínuo.

Não há nada de errado em criar uma câmera para amadores: quanto mais pessoas interessadas, melhor. E o tamanho da Nikon 1 V2 ajuda: nós achamos que algumas de nossas câmeras mirrorless favoritas (por menos de US$1.000) podem ser um pouco difíceis de usar por causa do tamanho pequeno. Mas fotógrafos amadores com muito dinheiro para gastar parece ser um nicho bem restrito. Talvez uma câmera fácil de usar e sem recursos sofisticados seja tudo o que muitos queiram por US$900 (com lente 10-30mm). Para estas pessoas, a Nikon 1 V2 estará disponível nos EUA no final de novembro. Estamos realmente interessados em saber se a facilidade de uso na câmera pode compensar as deficiências de seus componentes. [Nikon]