Assume-se geralmente que a palavra "Nintendo" (???) significa algo como "deixe a sorte para os céus", ou mesmo "deixar a fortuna nas mãos do destino". Mas isso pode não estar correto.

Um novo livro chamado "The History of Nintendo 1889-1980: From Playing-Cards to Game & Watch" teoriza que o nome da empresa pode ter um significado diferente.

Segundo o livro, "do" (?) – que significa "altar" ou "santuário" – é frequentemente usado por empresas japonesas para dar um toque de prestígio aos seus nomes. "Nin" significa "deixar/permitir alguém fazer".

A interpretação de "ten" (?) é geralmente feita de um ponto de vista moderno e literal, e não com uma perspectiva histórica. A palavra "Tengu" (??) usa o mesmo kanji para "ten". Qual a ligação?

O livro explica que, quando a Nintendo foi fundada originalmente no final do século 19 como uma empresa de cartas de jogo, o então presidente Fujisaro Yamauchi estava tentando encontrar maneiras de tirar a sua empresa do vermelho graças a uma queda nas vendas de hanafuda. As cartas da empresa eram caras e não estavam vendendo bem, por isso Yamauchi teve a ideia de vender cartas de menor qualidade chamadas "Tengu".

A escolha do Tengu não foi acidente. O Tengu era um símbolo de cartas de jogo e apostas ilegais. A razão para isso é que o personagem Tengu tem um nariz longo. Além disso, a palavra para "nariz" (hana) tem a mesma pronúncia da palavra "flor" (hana). (A palavra "hanafuda" (??) usa o kanji de flor, não o de nariz.) Segundo o livro, quem visitasse os prostíbulos de Osaka e Kyoto e esfregasse o nariz estava sinalizando o interesse em participar de jogos de azar.

Como Yamauchi fazia cartas de jogo hanafuda, a conexão entre hana e Tengu certamente era algo que ele conhecia. Outros fabricantes de hanafuda também faziam nomes inspirados em Tengu.

O History of Nintendo argumenta que a palavra "Nintendo" (???) pode significar "o templo da hanafuda livre" ou "a empresa que tem permissão para fazer (ou vender) hanafuda". Como aponta o livro, mesmo Hiroshi Yamauchi, o bisneto do fundador da empresa, admitiu que desconhecia o verdadeiro significado do nome, dizendo que "deixe a sorte para os céus" era uma "explicação plausível".

"Plausível" e mais fácil de explicar por não necessitar de um contexto histórico. O livro reconhece que não há documentos ou registros históricos que possam validar ou invalidar as interpretações acerca do nome da empresa. [Foto, Foto, FotoFoto]