No ano passado, a coisa mais empolgante do Google I/O foi um pedaço de papelão — o Cardboard, que poderia transformar qualquer smartphone em um headset de realidade virtual super-barato. Mas o Google não parou por aí. Este ano, a empresa vai “anunciar algumas coisas do Cardboard que não são feitas de papelão”, diz o Clay Bavor, do Google. Curioso.

Clay Bavor era o cara responsável pela gestão de produto e experiência do usuário no Gmail, Google Drive e Google Apps. Mas, há alguns meses, o Wall Street Journal noticiou que ele tinha recebido uma nova tarefa: liderar uma iniciativa para transformar o Android em um sistema operacional para realidade virtual.

Eu não consegui confirmar isto oficialmente. Na verdade, a última vez que falei com a equipe do Google Cardboard, não consegui nem que eles admitissem que algum dia iriam oferecer mais do que um gostinho de realidade virtual. Parecia que o Cardboard ficaria limitado a experiências pequenas e equipamentos baratíssimos.

Mas hoje, eu falei com Bavor nos arredores da Expo SVVR em San Jose, California… e com certeza, as ambições do Google para a realidade virtual vão além disso. Bavor diz que o Cardboard original era apenas a ponta do iceberg — o início da jornada do Google na realidade virtual. “Nossas ambições não param por aí”, ele garante. Ele sugere que, embora o Cardboard original tenha sido intencionalmente projetado para ser limitado –sem uma fita para prendê-lo na sua cabeça, e com um campo de visão limitado– essas limitações não são definitivas.

O que o Google vai fazer para agitar o panorama da realidade virtual no Google I/O, em 28 de maio? Eu não descobri, mas Bavor assegura que vai nos surpreender — e que o futuro do Cardboard não será necessariamente feito de papelão.

(Hoje mais cedo, a Fast Company noticiou que o designer-chefe do Google Search também é agora parte da equipe Google Cardboard.)