Do londrino Guardian, recebemos esta surpreendente notícia: a Nokia, que recentemente tornou-se a única proprietária do sistema Symbian, está fazendo um telefone touchscreen com Android, e o aparelho está marcado para fazer a sua aparição em uma conferência em setembro. Isso seria estranho! (Atualização: a Nokia nega.)

Não é simplesmente o fato do rumor ter vindo do nada. É que simplesmente que, na superfície, isso não condiz com o comportamento da Nokia. Em primeiríssimo lugar, temos o lance com o Symbian, o sistema que a Nokia finalmente adquiriu por inteiro em um negócio multimilionário no ano passado, e para o qual a empresa acabou de abrir uma app store chamada Ovi.

E aí temos estes outros rumores sobre o que pode significar a recentemente anunciada colaboração entre Nokia e Intel. Muitas pessoas enxergam aí um tablet com um possível sistema operacional próprio, chamado Maemo Harmattan. Estranho e misterioso, com certeza, mas decididamente nada a ver com Android. De fato, é bem difícil pensar em onde o Android se encaixaria nestes rumores, se é que se encaixa em algum lugar.

O fato de um rumor sobre uma empresa não se encaixar com outro normalmente não significa coisa alguma, mas dada a natureza inusitada do segundo rumor e a proximidade com o outro, além do histórico não muito positivo do Guardian no que diz respeito a boatos do mundo da tecnologia, eu estou inclinado a pensar que está rolando uma inflação e distorção de fatos aqui.

Mas quem sabe, não é? Praticamente todas as empresas de telefonia no mundo estão experimentando um pouco da fruta do Android, apesar de quaisquer investimentos que já tenham feito no Windows Mobile, então por que a Nokia seria diferente? É possível, e pra ser sincero, eu bem que gostaria de ver o tal produto deste rumor.

ATUALIZAÇÃO: Parece que as nossas suspeitas estavam certas. Nokia:

Não há verdade alguma nesta história. É um fato conhecido que o Symbian é a nossa plataforma para smartphones.

Negações de rumores tecnológicos muitas vezes são mais estratégicas do que, bem, verdadeiras, mas esta é bem clara e enfática. Então, não. [The Guardian via GigaOm]